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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

DE PERDA, DE DOR, SAUDADE



Passei muito tempo da vida, quando perdi um grande amor, acreditando que talvez estivesse preparada para perdê-lo pra morte, mas nunca para a vida... mentira... a gente nunca se prepara para a perda, nem para a vida, nem para a morte.

Com todas as minhas crenças e convicções, nada me prepara para a despedida de alguém a quem amo. Sim, tudo bem, eu creio em reencarnação, em que existe uma Lei Maior a reger tudo e todos, que não existe acaso... mas a despedida ainda me atinge qual ferro em brasas e queima, arde, dói.

As lágrimas da despedida - seja de um amor, de um amigo, de pai, de mãe, de filho - em qualquer circunstância, são mais salgadas, deixam um rasgo na pele qual ácido que escorre.

Toda despedida traz em si um nunca mais que não conhecemos...

Se deixamos o filho em outra cidade, cada despedida é marcada pelas lágrimas da incerteza de se haverá outra vez, se nos encontraremos de novo, quando poderemos abraçar novamente nossa cria.

Se perdemos um amor - porque amor tem dessas coisas de só acabar de um lado - a despedida é marcada pelo nunca mais e nunca mais é tempo demais quando se ama demais...

Se enterramos mãe, pai, afilhado, amigos queridos, bate o medo de não termos como nos encontrar novamente, seja em outro plano, em outra vida, pois cada um segue seu rumo e o tempo não pára, em nenhum plano, em nenhuma vida.

Hoje, obrigada que sou a me despedir de uma amiga querida que foi trabalhar do outro lado, a dor mais uma vez vem bater à minha porta me impelindo a verter lágrimas ácidas de saudade.


Parta em paz, Ieda Brasileiro, e prepare o caminho para nós! 

sábado, 5 de janeiro de 2013

A DOR DE CADA DIA



Tem dias que doem... não deveria ser assim. Eu acho.
Os dias, mesmo os mais nublados, deveriam cair em nós qual roupa do tamanho certo, sem nem precisar de bainha.
Mas não é assim...
Então, no dia que traz consigo a dor, eu me recolho e choro... choro a tristeza, o medo, a incerteza.
Lavo, com minhas lágrimas, minh'alma.
E depois, no outro dia (que pode ser azul ou cinza) eu cato meus cacos, colo direitinho, olho-me no espelho, sorrio para mim mesma e sigo em frente!

terça-feira, 12 de abril de 2011

DIVAGAÇÕES



Hoje amanheci assim:
nem alegre, nem triste.
Hoje vi o dia clarear assim:
nem sol, nem chuva.
Hoje não houve despertar, porque não houve dormir.
Não houve canto de pássaros,
nem a vida a se por em movimento.
Hoje senti vontade de estar perto
daqueles que precisam de colo
Mas também querendo tanto
alguém que me desse seu ombro.
Contradições.
Vontade de lutar,
Cansaço de tanta batalha.
Dor doendo no peito
Saudade danada de gente que amei,
ainda amo,
que sei também me amaram,
ou ainda amam,
tão dentro do meu coração
tão longe do toque da mão.
Hoje levantei-me assim:
nem alegre, nem triste;
então por que essa lágrima
teima a sair de mim?

quinta-feira, 24 de março de 2011

ABRAM ALAS!!!



Como a maioria de vocês têm conhecimento, passei por maus pedaços nos últimos dois anos. No entanto, esse espaço, a presença dos amigos, foram fundamentais para que eu não desistisse, que insistisse em ser maior que a enfermidade que me acometeu e cujas sequelas carregarei "ad infinitum". Havia dias em que eu necessitava tomar 16, isso mesmo, dezesseis comprimidos.
Diante do inevitável, tomei algumas decisões que compartilharei com vocês.

- Seguindo minha intuição e diante das dores persistentes, apesar da quantidade de medicamentos, decidi ir diminuindo as doses para ver se piorava. Afe!!! Não piorou, continuou a mesma coisa, daí diminui a maior parte até parar definitivamente, mesmo porque meu estômago já não aguentava mais. Daí, hoje, tomo apenas 5 comprimidos. (Não pensem que sou louca de pedra, quando cheguei aos 5 conversei com meu médico que me apoiou!)

- Se a dor vai me acompanhar por um tempo que nenhum de nós sabe qual e se vai doer estando eu na minha casa ou em Paris, prefiro, mil vezes, sentir dor em Paris.

- A dor é meu limite, mas não é mais minha comandante! Explico: antes eu deixava de fazer uma série de coisas por precaução para que a danada não chegasse. Agora não deixo de fazer nada, só que quando ela chega eu me recolho! Não ia a uma festa achando que a dor não me deixaria apreciar, agora eu vou, aproveito, e quando fica insuportável, volto para casa. Todos compreendem e eu voltei a me divertir.

- Minha vida esteve por suspenso durante dois anos. Tomei-a de volta!

- A coisa que mais gosto na vida é viajar. Não viajava mais por causa da dita cuja. Decidi por à prova!

Gente: EU VIAJEI!!!!!

Tudo bem que foram só seis dias. Mas eu e meu esposo fomos conhecer Manaus!
E foi ótimo!
É claro que não abusei, que precisei tomar alguns analgésicos (tá bom, muitos), mas eu fui!
Ganhei mais uma batalha nesta vida!
Nos próximos dias começo a postar sobre a viagem.
Obrigada, de coração, a todos que passaram por aqui, que não desistiram de mim, que me deram (e dão) forças para continuar lutando. Vocês estão num espaço muito especial do meu coração!
Saibam que a Dona Morte pode até pensar em me levar, mas vou dar um trabalhão, acho que já provei!

domingo, 28 de novembro de 2010

QUANDO ESTIVE MAIS PERTO DE DEUS

Santibañez de Valdeiglesias - Espanha


Em vários momentos achei que estava bem pertinho de Deus.
Alguns posso citar sem grandes esforços para a memória: o nascimento dos meus filhos, as doenças que levaram meus pais e pessoas a quem amo, na iminência da morte.
Ele nunca me falhou! E isso me fazia lembrar daquele texto lindo, divulgado em todas as religiões, intitulado "Pegadas na Areia", que por sinal não se trata de autor desconhecido, pertence a Margareth Fishback Powers e tem uma história linda que pode ser conferida no site "Vem Espírito Santo, Vem". Quando as coisas ficavam muito difíceis, lembrava-me daquela passagem em que diz:

- Senhor, Tu me disseste que uma vez que eu resolvi Te seguir,
Tu andarias sempre comigo, todo o caminho.
Mas notei que durante as maiores dificuldades do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas.
Não compreendo Senhor porque nas horas que mais necessitava de ti
Tu me deixastes.
Tu me abandonastes.
- Minha preciosa filha.
Eu te amo e jamais te deixaria
nas horas da tua provação e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas,
foi exatamente aí que:
EU TE CARREGUEI EM MEUS BRAÇOS !!!

Porém existem momentos que, por mais que acreditemos que Ele não nos desampara, ao olharmos para trás não vemos nenhuma pegada. Ao olharmos para frente, não vemos perspectivas.
Nossos sonhos se desfizeram como algodão doce!
Lágrimas não lavam a alma nem alentam um coração ferido.
Ao passar por esse momento, que está se mostrando tão difícil e dolorido, lembrei-me, também, de um texto (alguns chamam de Oração da Serenidade) e resolvi, então, postá-la para ver se traz luz para que eu não cometa equívocos e sofrimentos desnecessários!
Para quem sabe?, encontrar um pouco de paz.
A Oração da Serenidade foi escrita pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr que viveu de 1892 até 1971 e trabalhava no Union Theological Seminary, nos Estados Unidos da América.

Oração da Serenidade

Concedei-me, Senhor
A serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem para modificar aquelas que posso;
e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento de cada vez;
Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz;
Aceitando, como Ele aceitou, este mundo tal como é, e não como Ele queria que fosse; Confiando que Ele acertará tudo contanto que eu me entregue à Sua vontade;
Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz com Ele eternamente na próxima.
Amém.

Espero que Ele esteja, neste momento, principalmente comigo, para evitar sofrimentos e dores desnecessárias.
Que a Sua paz esteja em todos os nossos corações!