sábado, 14 de maio de 2016
CARTA AO EX-PRESIDENTE DA FUNCEF CARLOS ALBERTO CASER
Postado por Katia De Carli às 10:49 4 comentários
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sábado, 11 de julho de 2015
CARTA PARA MINHA FILHA SILVIA
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
CARTA AO MEU FILHO
Postado por Katia De Carli às 18:00 1 comentários
sexta-feira, 5 de março de 2010
SOMA DE DIAS
PORQUE É MEU ANIVERSÁRIO!
Houve um tempo em que eu adorava aniversário. Minha mãe ralhava (palavra antiga, né?) comigo dizendo que eu só sabia “inventar moda”, mesmo que essa “inventação” se resumisse a K-suco de guaraná e um bolo feito em casa mesmo.
Os anos foram passando e eu continuei gostando dessas comemorações. As melhores eram as promovidas pelos colegas de serviço, tudo na maior surdina para que fosse surpresa e que nunca ficava escondido... mas eu fazia cara que não sabia de nada para não estragar a festa.
Durante alguns anos eu estacionei minha idade na casa do 32. Era uma idade bonita e o medo de envelhecer havia me pego de jeito. Fiquei tanto tempo que meu sobrinho, que nem havia nascido quando eu realmente fiz 32, aprendeu a fazer contas e roubou minha carteira de identidade para descobrir a verdade, porque ele não conseguia entender porque a mãe dele, sendo só dois anos mais velha que eu, conseguia ser tão mais velha!
Depois eu comemorei, em grande estilo, os 39... porque 40 marca muito e todo mundo comemora! rs
Mas depois daí, na verdade, tive dois aniversários felizes. Um pela companhia e o outro, de meio século, porque consegui reunir amigas de todas as fases da minha vida.
Hoje já não vejo graça em festejar minha soma de dias... Os anos correm silenciosos, como se calçassem pantufas, rindo da gente em silêncio. Um belo dia nos assustam ao olharmo-nos no espelho, ou nos acertam em cheio a memória, ou os joelhos, ou o estômago e nos cravam um punhal nas costas. A velhice nos ataca, silenciosa, dia a dia. Mas há uma época em que ela é implacável. Creio que enfrento essa época.
Olho-me no espelho e não consigo reconhecer-me. Dói-me, ainda, o corpo. Meu último aniversário foi passado no hospital.
Muitos dirão: você está viva! Quer motivo melhor para comemorar? Têm razão, reconheço... mas me falta alegria, ânimo, vontade. A soma dos meus dias se acumula com a soma das minhas tristezas dos últimos tempos. É um fardo pesado demais. Pode ser que um dia eu me livre deste peso ou me acostume com ele e volte a gostar de “inventar moda”. Mas, por enquanto, ainda prefiro a solidão, o isolamento.
Os budistas dizem que a vida é um rio, que navegamos numa balsa para o destino final. - Sobre esse tema tem uma crônica linda do meu amigo no blog Desvendando Caminhos, onde a teoria dele sobre o rio da vida é muito melhor que a minha... mas voltemos ao assunto - O rio tem sua corrente, velocidade, redemoinhos, ora estreito, ora caudaloso, pedras e outros obstáculos que não podemos controlar, mas contamos com a ajuda de um remo (um só!) para dirigir a embarcação sobre a água e no rumo certo. Da nossa habilidade depende a qualidade da viagem, mas o curso não pode ser mudado, porque o rio desemboca sempre no mar da morte.
Embora eu ainda tente segurar o sol, deleitar-me com o luar, amar e ser amada, às vezes, em sonho, eu entrevejo esse mar...
Postado por Katia De Carli às 01:25 12 comentários
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sábado, 30 de janeiro de 2010
CORREIO SENTIMENTAL
Para Tide,
Apesar de não ser especialista nestas questões, talvez a vivência de tudo que passei me habilite a tentar analisar e responder.
Você perguntou se é possível sentir saudade de alguém que não se conhece. Devolvo com uma pergunta: existe alguém no mundo que a gente possa dizer que realmente conhece? Não conhecemos nem nós mesmos...
Existem pessoas que a gente já viu milhares de vezes e não conhecemos...
Existem pessoas que a gente nunca viu olho a olho e que conhecemos muito mais que nosso vizinho de porta.
Existem pessoas especiais, que basta uma palavra, uma demonstração de afeto (seja um cartão, uma foto ou um cd caseiro de MPB) e se deixam mostrar escancarando a alma, porque sabem que quem está do outro lado também escancara sua alma, sem pudor. É a confiança construída a cada conversa, a cada “teclada”...
Então, minha tese é que não existem pessoas que não conhecemos, existem pessoas que a gente não encontrou pessoalmente, ainda, mas que conhecemos e amamos.
E o amor gera saudade... qualquer espécie de amor.
Mesmo aquele amor que parte o coração, deixando como “carne moída”.
Depositamos nossa esperança, todo nosso amor, carinho, devotação a uma pessoa. Passamos a viver na espera do retorno - ainda não somos tão evoluídos a ponto de amar por amar, para nós o amor tem que ser pista de mão dupla – e não perguntamos ao outro se ele está colocando na relação todo o seu amor, carinho, etc. também. E na maioria das vezes, a relação é de mão única. E quando acaba, quase sempre de um lado só, sobra um velho coração despedaçado, desesperançado, doído a ponto de se sentir dor física.
Quando isso acontece queremos morrer junto com nosso coração.
Os dias vão passando, a dor vai diminuindo aos pouquinhos... mas não acaba! Nunca! Carregamos no olhar a dor daquele amor perdido. É como queimadura, a cicatriz permanece por todo sempre a lembrar aquele amor não vivido.
Amor perdido é amor eterno!
FIM
Não existe nada mais doído
Do que o fim de amor.
Amor idealizado,
Amor conquistado aos poucos,
Amor!
Num ímpeto de raiva
Tentei apagar os vestígios
De sua passagem pela minha vida.
Queimei cartas, recados, retratos,
Apaguei seu nome da minha agenda,
Não mais passei pela sua rua,
Nunca mais ouvi “nossas” músicas.
As lágrimas vieram uma a uma,
Lavei com elas minha alma,
Minha mágoa,
Minha dor.
Com o passar dos anos a gente consegue
Enganar até mesmo a memória,
Achando que esqueceu.
Achei que tinha esquecido você.
Só muito tempo depois descobri
Que o amor dói mesmo muito depois do seu fim.
Dói a cada encontro,
A cada olhar,
A cada recordação.
O fim de um amor a gente até supera
Mas não esquece não.
Postado por Katia De Carli às 13:17 8 comentários
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE MIM
Sei que são amigos queridos, muito bem intencionados. Mas confesso, chega um momento em que a gente cansa de falar das próprias agruras (tá bom, essa palavra é do tempo da minha vó! rs mas eu gosto) da própria vida e os amigos, por maior que seja o carinho que devotam a essa aprendiz de escritora, também ficam cheios de ouvir lamúrias.
Mas, conforme disse minha querida Vanuza: “Precisamos de notícias suas, Kátia. Você está hospitalizada? Espero que não. Alguém aí pode responder???” aqui estou para acalmar os corações amigos.
O mais importante: ESTOU VIVA!!!!! VIVA!!!!!
Mas estive hospitalizada sim, outra vez. E mais uma vez saí, o que é melhor!
Agora estou praticando um novo esporte: andar de cadeira de rodas em aeroporto! Gente é um barato! No começo quando a moça da Gol me via chegando, capengando, perguntava se eu necessitava de cadeiras de rodas, daí eu ficava envergonhada (não sei por que) e dizia: - Não, precisa não, eu dou um jeito.
Aí um dia eu cheguei para embarcar (ah! Esqueci de dizer que estou fazendo um tratamento no Rio de Janeiro...). Quer dizer, eu acho que já falei, não lembro. Uma das coisas que está acontecendo é um danado dum esquecimento, eu falo as coisas e os meninos começam a rir, agora já virou piada e dizem: Mãe, você já falou isso umas três vezes. Acho que é por conta do punhado de remédios que tomo todos os dias.
Mas voltando ao assunto, cheguei ao balcão e a moça da Gol (será que ganho um cachezinho pelo merchandising?) perguntou se eu necessitava da tal cadeira. A dor era tanta que dar um passo era quase colocar as tripas para fora. Daí disse que aceitava.
Gente, vocês não imaginam o barato! Vem-me um rapaz bem bonitinho, coloca a cadeira ao meu lado prontinha para eu sentar e quando eu penso que ele vai embora e que meu acompanhante é quem vai conduzir a cadeira, me vejo desfilando pelo saguão empurrada pelo dito cujo. As pessoas reagem das mais diversas formas: uns olham com piedade, outros com curiosidade, outros olham pro rapaz, alguns para as minhas pernas... e lá vou eu aeroporto afora. Ah! Todo mundo sai da frente, não sei se por cortesia ou por medo de atropelamento.
Cada vez é um rapaz diferente, já estou ficando até amiga dos meus condutores. Eles nem correm como os do hospital. Parece que estão conduzindo uma princesa, tamanha a dedicação e atenção.
Então é isso, ainda tentando descobrir o monstrinho que me ataca (ai dele quando o pegar de jeito!) e enquanto isso voando daqui prá lá e vice-versa.
Quem sabe um dia ainda fazem um filme “Conduzindo Miss Kátia”?
Postado por Katia De Carli às 16:52 8 comentários
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
E A VIDA O QUE É? DIGA LÁ MEU IRMÃO...
Como narrar quase uma vida inteira em uma carta ou e-mail?
O que é importante numa vida?
O que vale mais?
Será que interessaria saber os amores que tive e perdi pelo caminho?
Será que ele gostaria de saber como foi meu casamento ou teria mais importância as dificuldades que enfrentamos para continuarmos juntos?
Tirando os nascimentos dos filhos, que creio, nada vale mais, o que valeria contar? O meu sucesso como executiva ou o que aprendi lidando com as diferenças das pessoas?
Vale mais as bolhas que ganhei no Caminho de Santiago ou descrever minha casa, jardim, quintal e cachorro?
O que importa mais, a quantidade de livros que li, ou a frase que carrego desde a adolescência do único livro que sei de cor: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”?
As pessoas que perdi, pai, mãe, amigos queridos que partiram para outra vida ou as amizades que ainda carrego, desde a infância?
O que vale mais, as lágrimas que derramei a cada tropeço, doença, queda ou as lições que tirei de cada dificuldade?
O que ele gostaria de saber?
Das viagens que fiz, alimentando a alma, ou das cirurgias que enfrentei para manter vivo o físico? Será que lhe interessaria saber que houve um dia um pôr do sol rosa e dourado que eu fotografei e nunca mais vi outro igual?
Ou lhe agradaria ver a parte o mundo que vi, através do meu olhar?
Será que lhe interessariam os livros que escrevi, as tatuagens que carrego no corpo, as rugas e quilos que ganhei?
Teria valor saber que coleciono pedrinhas dos lugares por onde andei ou que já tenho paciência para cultivar flores?
Teria isso importância na vida de outra pessoa?
O que importa mais?
Sinceramente, a resposta? Não a tenho...
Penso na vida e só me vem à mente a música do Gonzaguinha:
E a vida
Postado por Katia De Carli às 14:25 9 comentários
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terça-feira, 26 de maio de 2009
MUDANÇA DE RITMO
(foto oficial do Governo do Esp. Santo)A vida é coisa engraçada, quando a gente é criança e tem todo o tempo pela frente, faz as coisas sempre correndo, tem pressa; à medida que o tempo passa e vai diminuindo, a gente diminui também o ritmo, e com isso alguns hábitos.
Eu ia escrever sobre outra coisa... mas aconteceu um fato e daí...
Bem, quando eu fiz 50 anos decidi que, como o que me restava de vida era menos do que o que já havia passado, dali em diante eu ia fazer as coisas que me agradassem e não para agradar às pessoas. É claro que eu ainda encaro um ou outro programa se isso vai fazer feliz meu marido, meus filhos ou algum amigo que valha a pena. Mas para ser educada, ser a boazinha, nãnãnãnão!
E aos poucos eu fui mudando... comecei pela cerveja. Eu odeio cerveja, acho a bebida mais sem graça que já foi inventada, você bebe, bebe, bebe, urina, urina, urina... arre! mas como a gente saía em grupo, todo mundo tomava cerveja, para não ser do contra eu acabava tomando também. Hoje eu peço minha água com gás na maior. É claro que na primeira vez foi um auê. Silêncio total. Eu parecia um alienígena. As pessoas perguntando: Mas como? Você sempre tomou cerveja? Como “não gosta”? Explicada minha teoria, ânimos aplacados, hoje minha água já é parte integrante da noitada.
Depois foi a história do aniversário. Meu marido tem um primo (chato pra caramba) que aniversaria no final do ano. Eu encarava a comemoração do seu aniversário como o último sacrifício do ano (mas lembrem-se: eu era “boazinha” rs). Era sempre a mesma coisa: as mesmas pessoas cobrando “Como você está sumida!”, se eu estava magra: “Que aconteceu? Está doente?”, se eu engordava: “Nossa como você engordou?” e eu sorria, educadinha do jeito que mamãe ensinou. Ainda tinha que agüentar (recuso-me a aceitar a reforma que nem os portugueses aceitaram!) a esposa do aniversariante (numa escala de 0 a 10 de chatice, ela consegue ser 11) e sua mesa fantástica de doces e tortas (justiça seja feita) reclamando que havia passado a madrugada inteira fazendo doces! Pois bem, chegou o grande dia, meu marido se arrumou e eu continuei assistindo TV, ou lendo, ou sei lá o quê, e ele me pergunta:
- Você não vai?
- Não. Cansei de ser educada.
- Mas o que eu falo?
- A verdade. Que eu não quis vir.
Ponto final, deste ano em diante não fui mais... e foi o último em que meu marido compareceu!
E foram pequenos gestos aqui e acolá que foram me transformando na pessoa que sou hoje.
Eu que era rock’n roll e cantava “Por isso não provoque / É cor de Rosa Choque”, hoje estou mais para toada e esses dias até me peguei cantando “Ando devagar porque já tive pressa / Levo esse sorriso porque já chorei demais.”
Isso não quer dizer que eu tenha me transformado em uma pessoa completamente zen e educada. Só que minha prioridade passou a ser eu mesma.
Outro dia uma amiga, nem tão amiga assim, começou a falar do seu filho e nora, em tom de desabafo e eu fiz umas perguntas no intuito de, estando de fora da situação, ver como melhor poderia ajudá-la. O assunto morreu, fui embora. No dia seguinte, nos encontramos novamente e ela veio tirar satisfação porque eu estava indagando coisas do filho dela se ela nunca havia perguntado dos meus. Ah! Educação tem limite! Na hora retruquei:
- Minha querida, eu estava com a melhor das boas intenções, buscando um modo de auxiliá-la, mas se você encarou como invasão, por favor, a partir de hoje, guarde seus problemas, dos seus filhos, do seu marido, para você mesma, porque a partir do momento que você fala o quer, corre um sério risco de ouvir o que não quer.
E continuei minha vidinha...
Eu que já fui metrópole, hoje sou cidadezinha com estação ferroviária, vendo o trem passar.
E tenho dito!
Postado por Katia De Carli às 18:02 22 comentários
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sábado, 9 de maio de 2009
ÀS MÃES
Eu me recordo como se tivesse acontecido ontem.
Meu filho, apenas uma cabecinha loura aparecendo por entre as crianças maiores, num palco, a cantar uma música dedicada a mim, sua mãe.
Ao término da canção, a corrida em minha direção, a rosa linda, vermelha, não importava se estava murcha ou se a haste estava quebrada, era a minha rosa e era maravilhosa, justamente pela peculiaridade de ter sido ofertada pelo meu filho, a primeira. As lágrimas teimavam em rolar nas minhas faces, e ele, a sorrir, não compreendia o significado daquelas lágrimas.
E este foi um dos momentos mais lindos de toda a minha vida.
E é por recordar com tanto carinho dessas lembranças que hoje dedico estas palavras a você, que é mãe.
Vários poetas tentaram descrever o que é ser Mãe, mas nenhum deles, jamais conseguiu, com exatidão, descrever o que sente uma mulher ao ser Mãe, porque não existem palavras, em idioma algum, que consigam expressar essa emoção.
Não importa o seu credo ou a sua raça, se você é pobre ou rica, casada ou solteira. Não importa em que condições seu filho veio ao mundo. O que importa é que ele existe, e é seu. E você o ama tanto que seria capaz de dar a sua própria vida em favor do filho amado.
Mas o que é realmente ser Mãe?
Não é, como já disse um poeta, “padecer no paraíso”. Ser mãe é padecer sempre.
São as intermináveis noites passadas em claro a lhe controlar a temperatura, quando doente.
É ver o dia clarear velando-lhe o sono e ter que trabalhar, com as olheiras a denunciar o cansaço, a preocupação estampada no rosto, impotente, trabalhar com o pensamento voltado para o filho que ficou, mas você tem que produzir, a vida não pode parar e você segue adiante.
É acordar a cada tossida, a cada espirro, a cada choro (mesmo sem um motivo aparente).
São lágrimas a se confundir com as lágrimas do filho toda vez que você tem que repreendê-lo ou patilhar da sua dor.
É sentar no chão para brincar, ou para ensinar-lhe o dever, depois de um dia cansativo de serviço.
É sentir como se lhe cortassem, mais uma vez, o cordão umbilical quando você o deixa pela primeira vez na porta do colégio.
É viver de renúncias.
Mas tem também o outro lado, o paraíso.
Quando ele dá o primeiro passo, quando fala pela primeira vez “mamãe”, quando escreve a primeira palavra, quando procura o seu colo depois de uma queda.
As coisas mais simples que ele faz são como uma compensação pelo seu sacrifício.
Sacrifício sublime, o de ser “Mãe”.
Gostaria de ter o dom de escrever coisas bonitas para homenagear você, minha amiga, Mãe, neste dia que lhe é dedicado, mas ando meio sem inspiração.
Gostaria de abraçar cada uma de vocês e compartilhar da emoção comum a todas as mães, mas, não sendo possível, considerem as minhas palavras como a mais sincera homenagem a você, que sofre, chora, ama e que é responsável pela mais bela missão destinada por Deus, que é a de ser Mãe.
Parabéns!
Postado por Katia De Carli às 10:07 12 comentários
quarta-feira, 8 de abril de 2009
HISTÓRIAS DO HOSPITAL
OU MAIS COISAS QUE SÓ ACONTECEM COMIGO!
Dedico este post a todos os amigos e visitantes, em especial à Mara, Cristina, Juçara e Mauricio.

ATO Nº 1 – INTERNAÇÃO
Depois de 13 dias de peregrinação de médico em médico, exames diversos, antibióticos e outros remédios, enfim cheguei ao Hospital para uma consulta com uma neurologista. Eu já não suportava mais ficar em posição nenhuma de tanto que sentia dores da cintura para baixo, em especial nas pernas. Fiquei sentada à espera da Doutora e era um tal de entra gente, sai gente, e eu ali, com meu fiel escudeiro – Beto, meu filho. Chega a Dra e sou chamada. Vou para um consultório no pronto socorro mesmo, ela me examina e vai logo falando: - A senhora precisa ficar internada. No que eu retruquei: - Como internada? Eu saí de casa para uma consulta, não estou preparada... Ainda mais é véspera de Carnaval! E a Dra, muito calma, responde-me: - Para internar só precisa do paciente! Aí me explicou que ela temia que fosse uma doença grave, etc. e que já iria pedir um apartamento e solicitar alguns exames.
Fiquei eu, deitada na maca do consultório, daí a pouco chega uma moça e me tira quase meio litro de sangue. No consultório em frente desencarna um homem que eu vi entrar andando. Comecei a suar frio e a rezar. Só pensava em não ser a próxima!
Lá pelas cinco da tarde foi que me arrumaram um apartamento e eu me dei conta da primeira surpresa: Hospital não cheira mais a hospital. Sabe aquele cheiro de hospital da nossa infância, uma mistura de éter, desinfetante e sei lá mais o quê? Não existe mais... Acho que é por isso que agora eles chamam de Apart Hospital.
ATO Nº 2 – TREINANDO PARA PILOTO DE CORRIDA

Quando eu estava ainda no pronto socorro, chegou um rapazinho muito simpático, com uma cadeira de rodas (graças a Deus! Porque eu não conseguia mais me manter em pé) dizendo que ia levar-me para fazer uma Ressonância Magnética. Essa foi a primeira de tantas que até perdi a conta, tenho mais hora dentro de tubo de exame que urubu de vôo. Muito delicado ele me colocou na cadeira, ajeitou o lençol nas minhas pernas e zás! Disparou corredor afora que não deu tempo nem de sentir medo. Era uma sensação muito estranha: primeiro a imobilidade, depender de outras pessoas para locomover-me, ver os outros na altura da cintura, e só sentir o ar no rosto pela velocidade com que ele conduzia a cadeira. Pensei com meus botões, vai ver que é exame de urgência, por isso ele veio rápido. Ledo engano! Quando já estava no apartamento, terceiro andar, a coisa piorou, todos eles corriam. Passavam pelas rampas como carros de fórmula um só que o carro era eu! Acho que eles apostavam quem fazia o trajeto mais rápido, comecei a temer a cadeira como se teme instrumento de tortura!
ATO Nº 3 – A COMIDA

Eu sempre gostei de comida de hospital. Todas as vezes que ficava internada (e foram muitas), nunca tive problema em comer o que mandavam. Daí no primeiro dia, meio atordoada, eu ainda comi um pouquinho. No segundo, quando chegou aquela bandeja térmica, eu ainda brinquei: Ai meu Deus, que não seja abóbora! Parece praga! Era abóbora! Até o cheiro me enjoava. Não deu para comer. Trouxeram comida de casa e daí em diante foi um desespero, dia sim e outro também era peito de frango grelhado. Eu não conseguia nem mais olhar para a comida. Ainda bem que o café da manhã era bom, tinha pão, e o lanche da tarde também! Mas eis que os remédios fizeram com que minha glicose chegasse a 300. Tinha dia que eu tomava insulina mais de 3 vezes. Daí o pão, minha única alegria, foi pro espaço. Trocaram por biscoito água e sal. Uma noite, eu estava tão desesperada de ficar sem comer que pedi à Gabi para ligar para a lanchonete e pedir um pão de queijo e um cappuccino diet, com bastante chantilly! (É claro que quando vieram medir a glicemia e deu 224 eu fiquei caladinha rs)
ATO Nº 4 – OS PROGNÓSTICOS
Logo no segundo dia eu entrei na internet e fui pesquisar sobre Mielite. Daí li um monte de coisa (algumas foram úteis, pois haviam acontecido comigo e eu relatei à Dra). Mas é incrível como as pessoas só conseguem se lembrar dos casos mal sucedidos. Era um tal de fulano morreu dessa doença, sicrano ficou mais de um ano sem andar, o outro, depois seis meses, só agora está andando, mas de muletas. Não aparecia ninguém para dizer que conhecia um que havia se curado. Então eu sempre falava: Eu vou ser a exceção!
Quando a Dra falou sobre a possibilidade de eu ter alta usando sonda e bolsa coletora, não respondi nada, minha comadre que estava comigo quis esganá-la por me dizer essas coisas, mas no meu íntimo eu sabia que eu ia superar!
Bem, não morri, não saí usando bolsa coletora, embora tenha usado sonda por uns dias. Mas hoje já não uso mais e já consigo andar! E sem muletas! As dores... um dia também vão embora!
ATO Nº 5 – A ALTA E O PARTO
Já tinha 15 dias que eu estava internada e a Dra falou que eu já poderia ter alta. Entrei em desespero! Chorava o dia inteiro pensando que eu ia morrer em casa, pois a glicemia ainda ia a quase 200 e diabetes é uma morte que não dá sinais, esse tempo todo eles controlaram o meu potássio, que esteve a níveis baixíssimos e potássio é o que se usa para eutanásia e em níveis baixos pode levar ao coma sem aviso prévio, meu intestino ainda só funcionava com fleet enema, a bexiga ainda tinha que passar sonda de 3 em 3 horas (inclusive de madrugada). Como ir embora? Daí Roberto, Beto e Gabi foram fundamentais em me dar a força que eu precisava, em me fazer ver que eu não estava sozinha, que se fosse preciso a gente contratava enfermeiras, etc. Passaram mais 2 dias. Aí eu fui me acalmando e me acostumando com a idéia. Tanto que resolvi acatar a orientação do fisioterapeuta e sair um pouquinho para andar no corredor. Estava eu andando para lá e para cá, observando as obras de arte, painéis, etc., daí me chega uma senhora e me pergunta:
- Já teve o bebê ou ainda vai ter?
Para não mandá-la para aquele lugar engoli em seco, dei as costas, voltei para o meu apartamento e pedi à Dra que me desse alta.
Obs.: A demora é porque tenho que escrever pouco a pouco.
Postado por Katia De Carli às 16:03 21 comentários
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quinta-feira, 26 de março de 2009
HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL...

Meus queridos amigos e visitantes,
Eis-me aqui para deixar-lhes algumas palavras, notícias, etc.
Como a Gabi adiantou (minha filha é mesmo um Anjo! Sem corujice rs) eu tive uma Mielite, passei 15 dias correndo atrás de médicos e exames (com as dores só aumentando) e enfim fui hospitalizada, onde fiquei por 17 dias.
Posso dizer que tenho mais hora de tubo de ressonância magnética que urubu de vôo (posso perder tudo, mas não perco a piada, nem que o alvo seja eu mesma).
Faltou pouco me virarem do avesso... meus segredos foram todos revelados, de tanto exame que fiz, não sobrou nadinha!
O pior é que quando saiu o diagnóstico, o Beto, meu filho, me proibiu de pesquisar sobre a doença... é porque os prognósticos não eram nada bons. Só chegavam notícias de gente que tinha morrido por causa dessa doença, ou tinha ficado na cadeira de rodas, ou levava meses para voltar a andar... só notícia boa!
Daí fui enfrentando cada dia, com muita fé, coragem (que nem sabia que tinha tanta), e amor! Quanto amor recebi! Minha família foi maravilhosa, meus amigos de uma dedicação a toda prova. Havia fila de espera para ficar comigo no hospital. Se existe uma filha predileta de Deus, podem escrever: Sou eu!
Ele esteve comigo (e está) em todos os momentos.
A dor, a doença é sempre oportunidade de refletirmos onde estamos errando, em que parte do caminho tomamos a estrada equivocada, o que poderíamos fazer e não estamos fazendo, pois pior que o mal que se faz é o bem que, mesmo podendo, se deixa de fazer.
Então este é meu momento de reflexão. De valorizar o que realmente importa. E dentre as coisas que estão no topo da lista, a Amizade é, depois da família, a mais importante.
Por isso quero agradecer, de coração, todas as visitas, pessoais e virtuais, todas as palavras de ânimo, afeto, encorajamento, todas as preces, todos os pensamentos positivos, ou seja, todos os momentos em que vocês estiveram comigo. Isso foi fundamental para meu restabelecimento, que sei será longo, difícil, ainda muito dolorido, mas que ao final voltarei a ser a Kátia que vocês conhecem.
Ainda não posso visitá-los, tampouco ficar por muito tempo no computador (as dores não dão trégua!)...
Mas deixo um beijo no coração de cada um e a certeza de que Deus (ou o Grande Ser, Alá, Jeová, ou como quer que você O conceba) os dará em dobro todo o bem que me desejaram.
Muita luz a todos!
Postado por Katia De Carli às 12:01 20 comentários
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
MOTIVO DO DESAPARECIMENTO
Estou que nem esse aí em cima, passeando de maca pelos corredores do hospital, fazendo mil e um exames, a fim de que a equipe médica descubra o que tenho.
Não posso escrever muito porque estou com soro...
Só peço a quem passar por aqui, que faça uma prece para mim.
Um grande beijo a todos
Kátia
Postado por Katia De Carli às 18:48 24 comentários
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
PORQUE É SEU ANIVERSÁRIO!
Postado por Katia De Carli às 11:26 20 comentários
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
CARTA
Há tempos penso em escrever-lhe... tanta coisa acumulada dentro de mim, tanta coisa a contar com a certeza de ser compreendida, tanta coisa... mas, é que passo muito tempo escrevendo longas cartas para ninguém e também, como diz a música, “uns versos, depois rasgo”, daí perdi o ritmo, perdi a maneira, perdi.
Sabe, queria de contar das minhas perdas, mas talvez a pessoa que você é hoje achasse mesquinharia eu falar de perdas uma vez que cremos em reencontro, reencarnação, em vidas passadas. Mas despedir dói (ainda dói).
Contar, quem sabe? da passagem de um livro que me emocionou que dizia: “As lembranças emergem no presente intemporal do amor, no louco espaço onde uma mulher e um homem são tudo para passar imediatamente a outro espaço onde já não há mais nada, onde os direitos terminam, onde a intimidade desaparece para ser guardada a chave no baú das recordações, na arbitrariedade dos amantes onde de um minuto para outro o nada se instala. Por que não conheci você antes...?” (SERRANO, Marcela. O Albergue das Mulheres Tristes) e perguntar o que você acha, com certeza você me falaria de amores, filosofia, mundos paralelos.
Mas queria mesmo saber o que você está lendo, voltar a ler os mesmos livros, escrever nas margens e depois comparar as impressões. Esses dias estava relendo Castañeda e lembrei de você, numa passagem em que Don Juan diz:
- Pero, ¿cómo sabe usted cuándo no tiene corazón un camino, don Juan?
- Antes de embarcarte en cualquier camino tienes que hacer la pregunta: ¿tiene corazón este camino? Si la respuesta es no, tú mismo lo sabrás, y deberás entonces escoger otro camino.”
Mas no momento certo você se encontrará Don Juan (talvez já o tenha encontrado). Mesmo assim fiquei a perguntar-me: será que naufragamos por haver coração demais em nossos caminhos?
Queria também te contar das viagens que fiz pelo mundo, das coisas que vi, das inúmeras vezes em que sozinha, estive com você, em todos os lugares que sonhamos estar juntos. E não foi triste... foi como se eu visse cada coisa, cada paisagem, através do seu olhar. Foi um grande aprendizado.
Queria te contar que aprendi a ouvir música, por longo tempo, de Kevin Kern a música erudita, em silêncio, deixando que as notas invadam minha alma e me alimentem de som, como você me ensinou, mas sinto saudade de, encostada num portal qualquer, cantar:
“Bem que se quis / Depois de tudo / Ainda ser feliz / Mas já não há / Caminhos prá voltar / E o quê, que a vida fez / Na nossa vida? / O quê, que a gente / Não faz por amor?... / A minha estrada corre / Pro seu mar... “
Sabe, este final de ano não quero me encher de resoluções, nem promessas, nem esperanças... quero apenas saber que escolhi um caminho com coração, mesmo que esse caminho deixasse para trás a parte mais bonita de mim.
Não há mais lugar para pular sete ondas, chupar romã, comer lentilhas ou usar essa ou aquela cor... não espero muito mais da vida, estou satisfeita com o que tenho. Sonhos? Sim, ainda sigo sonhando e buscando realizá-los. Não desisti de viver, desisti sim, de correr atrás do impossível, desisti de sofrer pelo que não tenho, pelos caminhos que não escolhi.
Fiz minhas escolhas e isso me basta. Talvez porque ainda acredite que haverá um dia... um lugar... quem sabe outra encruzilhada?
Se sou feliz?
Devolvo com outra pergunta: Existe alguém verdadeiramente feliz?
Só uma coisa gostaria de ainda saber: como está você? Como tem sido sua vida? Continua crendo e buscando o amor em outras bocas e outros corpos?
Conseguiu enfim apagar-me da sua memória?
Se conseguiu, poderia ensinar-me?
Hoje e sempre,
Eternamente
Leda
Postado por Katia De Carli às 12:36 24 comentários
domingo, 24 de fevereiro de 2008
UM ANJO CHAMADO PEDRO
Postado por Katia De Carli às 13:54 7 comentários
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007
DE PARTIDAS E DESPEDIDAS
Ao meu querido amigo Jackson,Você se foi.
Não deu tempo nem da gente se despedir.
Reconheço que sua partida não foi súbita nem inesperada, há tempos ela já se anunciava e nós, seus amigos, fazíamos de conta que não percebíamos como que querendo iludir a você e a nós mesmos.
De repente a notícia chegou.
Você tinha desistido de lutar (ou não conseguiu mais, ou cansou, quem sabe?) e partido.
Ficamos, então, parados, estáticos, como quando sabemos que alguém vai viajar só depois da partida, só que sua viagem não tinha bilhete de volta, você nos deixou, meu amigo.
E agora? Como conviver com essa ausência?
Quem nos trará, no meio da tarde, um lanche do Bob’s dizendo para comer sem culpa, que depois faríamos dieta?
Quem se lembrará de nos mandar balas em formato de flores?
Quem brincará de imitar os colegas fotografando paisagens imaginárias ou imitando esfinge?
Agora, com certeza, você já está percorrendo as galerias de algum shopping celeste em busca das novidades ou algum tênis diferente.
Lembro-me quando você foi embora para o Rio de Janeiro dizendo que sua ida era inevitável, pois precisava alçar novos vôos. Você partiu feliz e nós ficamos numa tristeza sem fim, mas torcendo para que você realizasse todos os seus sonhos.
E você os realizou.
Fez novas amizades (impossível lhe conhecer e não ser cativado), viajou mundo afora, viveu intensamente...
Não me interessava o modo como você levava sua vida, ela só dizia respeito a você mesmo, mas me interessava muito saber se você estava bem, se era feliz, e quanto a isso não resta a menor dúvida quando lembro do teor dos inúmeros bilhetes que trocamos (via malote), sempre recheados de brincadeiras, gozações e de amor, muito amor.
Jamais esquecerei tudo que compartilhamos, até das brincadeiras em seu leito de hospital. Eu brigando para você melhorar logo porque estava esperando pra fazermos longos passeios gastronômicos e consumistas (tudo para iludir a dor...)
Não foi possível fazermos nada para aliviar a sua agonia.
Alguém que não me recordo disse que a gente começa a morrer no dia que nascemos... mas bem que você poderia ter tido uma nova chance, você ficou pouco tempo aqui, foi-se cedo demais...
Fazia uma noite até bonita quando você partiu.
Só nos restou dizer adeus, meu amigo querido.
Acredito que, enfim, você alçou o vôo mais alto. E para nós só ficou essa saudade que dilacera a alma (mas que um dia acalma, eu sei), essa dor que invade nosso peito e parece não querer nunca mais ir embora e a tristeza de não ter podido dizer-lhe, pela última vez, face a face, o quanto eu o amava.
Com certeza um dia a gente ainda se encontra e te juro, desta vez, não deixarei que se afaste assim, tão depressa...
De onde você estiver, olhe por nós, em contrapartida estaremos orando por você (não acha uma boa troca?!)
Até um dia.
Postado por Katia De Carli às 17:43 0 comentários
Marcadores: Cartas
sábado, 27 de outubro de 2007
PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
Hoje eu queria te dar um presente...
Não um presente qualquer que se compra nos shopping centers da vida,
E com o tempo se acaba, se rompe, se perde.
Mas algo que você pudesse levar consigo, por toda a eternidade.
Não poderia ser material. Seria complicado entregar.
Fiquei pensando...
Então descobri que tenho muito para lhe dar.
Neste momento, como dom especial, ordeno que apaguem da sua memória todas as lembranças ruins. Só permaneçam aquelas gostosas, que trazem leveza à alma.
No dia de hoje meus poderes de bruxa estarão funcionando a todo vapor!
Por isso, para iniciar com o pé direito, é necessário que você esboce aquele sorriso maroto... aquele que está guardado há tanto tempo... vai! Você consegue! Assim! Por enquanto está bom... mas pode melhorar. Não tema parecer tolo.
Postado por Katia De Carli às 02:12 4 comentários
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