domingo, 26 de setembro de 2010
EU SÓ QUERIA DORMIR...
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domingo, 4 de julho de 2010
É DIFÍCIL DIZER ADEUS
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
(Fernando Pessoa)
Postado por Katia De Carli às 22:34 7 comentários
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
REMIX SÉCULO XXI
“Armar um tabuleiro de palavras-souvenirs.
Apanhe e leve algumas palavras como souvenirs.
Faça você mesmo seu microtabuleiro enquanto jogo linguístico.” *
Methicorten
Solumedrol
Tramadol
Omeprazol
Metotrexate
Ácido fólico
Cálcio
Potássio
Linhaça
Fan
Imuran
Clonazepam
Codex
Insulina
Azatioprina
Hidroxicloroquina
Cymbalta
Glicose
Gabapentina
Pregabalina
Schirmer
Cintilografia
Ultrassonografia
Tomografia
Liquor
Densitometria
Eletroneuromiografia
Colonoscopia
Biópsia
Ressonância
Endoscopia
Sialometria
Ecocardiograma
Fisioterapia
Neuropatia
Fibromialgia
Mielite
Flebite
Vasculite, ite, ite...
Cada dia um tormento
Se não morro da doença,
Morro do tratamento!
(Adriana Calcanhoto – Remix Séc. XX)
Postado por Katia De Carli às 18:01 2 comentários
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terça-feira, 20 de abril de 2010
POR AÍ...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
30° ENCONTRO DE MOCIDADES ESPÍRITAS DO ESPÍRITO SANTO

Postado por Katia De Carli às 15:59 3 comentários
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
E 2010 CHEGOU...

Postado por Katia De Carli às 19:16 2 comentários
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
PALMEIRAS & SABIÁS
Postado por Katia De Carli às 11:52 7 comentários
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
PASSO E COMPASSO
A única coisa que não foi surpreendente foi a qualidade e quantidade de amigos sinceros que tenho espalhados pelo mundo, perto e distantes, conhecidos e ainda por conhecer, mas amigos da melhor estirpe!
Agora, que estou, mais uma vez, prestes a encontrar um novo e desconhecido (para mim) diagnóstico, que provavelmente me levará outra vez para o hospital, lembrei-me de um poema que escrevi há muito tempo, décadas...
Acho que chegou a hora de aceitar esse novo passo, redescobrir um compasso, tentar ser feliz.

(Imagem ilustrativa retirada da internet - infelizmente não tenho fotos da "nossa" banda)
Acelere o passo,
Diminua o compasso.
Vestidos de laranja, azul-turquesa e dourado
Galões refletindo sob o sol
Éramos mais que uma banda marcial.
Éramos jovens, unidos, destemidos,
Tendo sonhos por ideal.
Acerte o passo,
Atenção ao compasso.
Juntos enfrentávamos qualquer desafio.
Obstáculos? Vencíamos todos.
Nada nos detinha.
Éramos felizes porque éramos jovens
Ou éramos jovens porque éramos felizes?
Diminuía o passo,
Acelere o compasso.
O tempo passou...
Seguimos por caminhos diferentes
E hoje, faria qualquer sacrifício
Para de novo me vestir
De laranja, turquesa e galões,
E, assim, superar os obstáculos,
Vencer os desafios,
Digladiar contra os meus dragões.
Mas, quando face a face, me olho no espelho,
Só vejo vazio, cansaço, solidão.
Nem sombra da jovem destemida que fui.
Aonde foram parar meus sonhos?
Estarão adormecidos
Ou morreram com a minha juventude?
Abaixo os olhos, envergonhada de mim mesma
Por ter-me dado por vencida,
Pelos sonhos que não persegui.
Quando estou prestes a virar-me e,
Mais uma vez desistir,
Ouço uma voz ao longe:
Redescubra seu passo,
Invente um novo compasso,
Ainda é tempo de ser feliz!
(Autora: Kátia Corrêa De Carli)
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sábado, 15 de agosto de 2009
MINHA ÍTACA
Como ainda não estou preparada para chegar ao último porto e tenho tantos portos onde sei, um dia, ainda ancorarei o barco da minha existência, sigo em busca de algo ou alguém que possam ajudar a tornar minha caminhada mais amena.
Tem gente que acredita em coincidências, acaso, destino.
Outras crêem em milagres (eu creio na fé absoluta que nos leva ao melhor).
Uns buscam ajuda nos santuários: Lourdes, Fátima, Jerusalém.
Outros fazem promessas.
Alguns sacrifícios.
Como eu não sou de ferro e já sofri uma cota suficiente (pelos meus cálculos), vou buscar ajuda num lugar mais prazeroso.
Estou indo pro Rio...
“Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara....”
Até a volta!
Postado por Katia De Carli às 12:03 15 comentários
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terça-feira, 26 de maio de 2009
MUDANÇA DE RITMO
(foto oficial do Governo do Esp. Santo)A vida é coisa engraçada, quando a gente é criança e tem todo o tempo pela frente, faz as coisas sempre correndo, tem pressa; à medida que o tempo passa e vai diminuindo, a gente diminui também o ritmo, e com isso alguns hábitos.
Eu ia escrever sobre outra coisa... mas aconteceu um fato e daí...
Bem, quando eu fiz 50 anos decidi que, como o que me restava de vida era menos do que o que já havia passado, dali em diante eu ia fazer as coisas que me agradassem e não para agradar às pessoas. É claro que eu ainda encaro um ou outro programa se isso vai fazer feliz meu marido, meus filhos ou algum amigo que valha a pena. Mas para ser educada, ser a boazinha, nãnãnãnão!
E aos poucos eu fui mudando... comecei pela cerveja. Eu odeio cerveja, acho a bebida mais sem graça que já foi inventada, você bebe, bebe, bebe, urina, urina, urina... arre! mas como a gente saía em grupo, todo mundo tomava cerveja, para não ser do contra eu acabava tomando também. Hoje eu peço minha água com gás na maior. É claro que na primeira vez foi um auê. Silêncio total. Eu parecia um alienígena. As pessoas perguntando: Mas como? Você sempre tomou cerveja? Como “não gosta”? Explicada minha teoria, ânimos aplacados, hoje minha água já é parte integrante da noitada.
Depois foi a história do aniversário. Meu marido tem um primo (chato pra caramba) que aniversaria no final do ano. Eu encarava a comemoração do seu aniversário como o último sacrifício do ano (mas lembrem-se: eu era “boazinha” rs). Era sempre a mesma coisa: as mesmas pessoas cobrando “Como você está sumida!”, se eu estava magra: “Que aconteceu? Está doente?”, se eu engordava: “Nossa como você engordou?” e eu sorria, educadinha do jeito que mamãe ensinou. Ainda tinha que agüentar (recuso-me a aceitar a reforma que nem os portugueses aceitaram!) a esposa do aniversariante (numa escala de 0 a 10 de chatice, ela consegue ser 11) e sua mesa fantástica de doces e tortas (justiça seja feita) reclamando que havia passado a madrugada inteira fazendo doces! Pois bem, chegou o grande dia, meu marido se arrumou e eu continuei assistindo TV, ou lendo, ou sei lá o quê, e ele me pergunta:
- Você não vai?
- Não. Cansei de ser educada.
- Mas o que eu falo?
- A verdade. Que eu não quis vir.
Ponto final, deste ano em diante não fui mais... e foi o último em que meu marido compareceu!
E foram pequenos gestos aqui e acolá que foram me transformando na pessoa que sou hoje.
Eu que era rock’n roll e cantava “Por isso não provoque / É cor de Rosa Choque”, hoje estou mais para toada e esses dias até me peguei cantando “Ando devagar porque já tive pressa / Levo esse sorriso porque já chorei demais.”
Isso não quer dizer que eu tenha me transformado em uma pessoa completamente zen e educada. Só que minha prioridade passou a ser eu mesma.
Outro dia uma amiga, nem tão amiga assim, começou a falar do seu filho e nora, em tom de desabafo e eu fiz umas perguntas no intuito de, estando de fora da situação, ver como melhor poderia ajudá-la. O assunto morreu, fui embora. No dia seguinte, nos encontramos novamente e ela veio tirar satisfação porque eu estava indagando coisas do filho dela se ela nunca havia perguntado dos meus. Ah! Educação tem limite! Na hora retruquei:
- Minha querida, eu estava com a melhor das boas intenções, buscando um modo de auxiliá-la, mas se você encarou como invasão, por favor, a partir de hoje, guarde seus problemas, dos seus filhos, do seu marido, para você mesma, porque a partir do momento que você fala o quer, corre um sério risco de ouvir o que não quer.
E continuei minha vidinha...
Eu que já fui metrópole, hoje sou cidadezinha com estação ferroviária, vendo o trem passar.
E tenho dito!
Postado por Katia De Carli às 18:02 22 comentários
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
DIVAGAÇÕES DE UMA MENTE COM MUITAS LEMBRANÇAS

Tudo começou porque eu comecei a pensar em como somos impotentes diante de uma enfermidade que pode nos levar a óbito (chique né?). Daí lembrei-me da história de uma madrinha. O que levou a lembrar que ela não era minha madrinha. Que desencadeou na história das “tias”, voltou à questão da morte e fechou com minha promessa de visitá-los.
Acharam complicado?
Vou tentar destrinchar...
Estava eu aqui no meu canto, ainda recuperando da enfermidade, pensando sobre a alegria de não ter morrido, pois pude ir à festa que teve na minha cidade natal e que reúne os “ausentes” e reencontrei amigos de longa data e que não via há décadas. Daí pensei, se eu tivesse morrido só ia encontrar alguns deles no meu velório, mas não ia ser a mesma coisa!
Foi então que eu lembrei da Madrinha Tereza e suas inúmeras teorias. Ela é uma octogenária com ambas as pernas amputadas, mas com um senso de humor melhor que a maioria das pessoas que conheço. Só quem foi criado em cidade do interior vai entender, mas é assim, a pessoa batiza um filho da família, a partir daí todo mundo chama de madrinha, a ponto de, nas grandes famílias, ser difícil saber quem batizou quem. Pois é, ela não é minha madrinha, mas é a Madrinha Tereza. Bem, a teoria dela para a morte é que a dita cuja deveria ser em forma de gancho, daí quando estivesse se aproximando a gente teria tempo de correr e se esconder num lugar onde o gancho não alcançasse...

Enquanto eu pensava nessa história de madrinha, lembrei que pela manhã fui estacionar o carro (viva!!!! Já estou dirigindo pequenas distâncias, pelo menos até a fisioterapeuta) e vem um tremendo galalau (Aurélio explica: um baita homem com hábitos adolescentes) e diz:
- Pode vigiar tia?
Tive vontade de voar no pescoço dele, mas controlei a raiva, olhei-o bem e devolvi:
- Por acaso sou irmã da sua mãe?
- Não senhora.
- Sou irmã do seu pai?
- Não senhora.
- Então, tia é o raio que o parta!
Essa geração tia é uma m... juro que prefiro que me chamem de Dona (apesar de não ser nada bonito).
Mas voltando à questão da morte... apesar de todas as minhas crenças: reencarnação, que estamos aqui de passagem, que nossa verdadeira morada não é aqui, etc. na hora H o medo aparece de verdade. E nem adianta aquele discurso bonito que sei fazer de cor. E se tudo que aprontei pesa muito mais do que fiz de bom? Ai Meu São Francisco! Vou arder no umbral! Isso porque ainda tenho certeza que não vou partir antes de 2017, e não perguntem como sei, é minha parte bruxa que sopra umas coisas no meu ouvido de vez em quando...
Cada pancada que a vida me dá eu me proponho a melhorar, a me empenhar mais em ser uma pessoa mais caridosa, mais amorosa, mais paciente, etc. mas tão logo o pior passa, passam também os bons propósitos. Espero que agora eu tome jeito!
Seguindo o rumo do pensamento eu pensei na quantidade de pessoas que convivo aqui e que não sabem o quanto as amo, o quanto suas palavras e visitas são importantes para mim e que não sabem nada disso. Daí lembrei de uma historinha, porque perco a vida, mas não o bom humor:
Um homem devia a todos na cidade. A cada dia acumulava mais dívidas. Chegou a um ponto que ninguém mais lhe emprestava nada. Todo final de mês ele escrevia em pequenos papéis os nomes de todos os seus credores e colocava dentro do chapéu. Daí ele sorteava aqueles que iriam receber alguma grana naquele mês. Um dia um credor insatisfeito foi procurá-lo para reclamar. O homem não pensou duas vezes e foi logo dizendo:
- Se continuar reclamando eu tiro o nome do chapéu!
Pois é, eu não vou colocar os nomes de vocês em papeizinhos, mas prometo começar a visitá-los semana que vem (chagará um novo computador!).
Até lá um beijo no coração e muita luz!
Postado por Katia De Carli às 19:47 11 comentários
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sábado, 9 de maio de 2009
ÀS MÃES
Eu me recordo como se tivesse acontecido ontem.
Meu filho, apenas uma cabecinha loura aparecendo por entre as crianças maiores, num palco, a cantar uma música dedicada a mim, sua mãe.
Ao término da canção, a corrida em minha direção, a rosa linda, vermelha, não importava se estava murcha ou se a haste estava quebrada, era a minha rosa e era maravilhosa, justamente pela peculiaridade de ter sido ofertada pelo meu filho, a primeira. As lágrimas teimavam em rolar nas minhas faces, e ele, a sorrir, não compreendia o significado daquelas lágrimas.
E este foi um dos momentos mais lindos de toda a minha vida.
E é por recordar com tanto carinho dessas lembranças que hoje dedico estas palavras a você, que é mãe.
Vários poetas tentaram descrever o que é ser Mãe, mas nenhum deles, jamais conseguiu, com exatidão, descrever o que sente uma mulher ao ser Mãe, porque não existem palavras, em idioma algum, que consigam expressar essa emoção.
Não importa o seu credo ou a sua raça, se você é pobre ou rica, casada ou solteira. Não importa em que condições seu filho veio ao mundo. O que importa é que ele existe, e é seu. E você o ama tanto que seria capaz de dar a sua própria vida em favor do filho amado.
Mas o que é realmente ser Mãe?
Não é, como já disse um poeta, “padecer no paraíso”. Ser mãe é padecer sempre.
São as intermináveis noites passadas em claro a lhe controlar a temperatura, quando doente.
É ver o dia clarear velando-lhe o sono e ter que trabalhar, com as olheiras a denunciar o cansaço, a preocupação estampada no rosto, impotente, trabalhar com o pensamento voltado para o filho que ficou, mas você tem que produzir, a vida não pode parar e você segue adiante.
É acordar a cada tossida, a cada espirro, a cada choro (mesmo sem um motivo aparente).
São lágrimas a se confundir com as lágrimas do filho toda vez que você tem que repreendê-lo ou patilhar da sua dor.
É sentar no chão para brincar, ou para ensinar-lhe o dever, depois de um dia cansativo de serviço.
É sentir como se lhe cortassem, mais uma vez, o cordão umbilical quando você o deixa pela primeira vez na porta do colégio.
É viver de renúncias.
Mas tem também o outro lado, o paraíso.
Quando ele dá o primeiro passo, quando fala pela primeira vez “mamãe”, quando escreve a primeira palavra, quando procura o seu colo depois de uma queda.
As coisas mais simples que ele faz são como uma compensação pelo seu sacrifício.
Sacrifício sublime, o de ser “Mãe”.
Gostaria de ter o dom de escrever coisas bonitas para homenagear você, minha amiga, Mãe, neste dia que lhe é dedicado, mas ando meio sem inspiração.
Gostaria de abraçar cada uma de vocês e compartilhar da emoção comum a todas as mães, mas, não sendo possível, considerem as minhas palavras como a mais sincera homenagem a você, que sofre, chora, ama e que é responsável pela mais bela missão destinada por Deus, que é a de ser Mãe.
Parabéns!
Postado por Katia De Carli às 10:07 12 comentários
sábado, 25 de abril de 2009
ELE PARTIU...
ELE PARTIU...
Meu amigo se foi
Ele conhecia meus segredos mais íntimos,
Sabia das músicas que gostava de ouvir em cada momento de humor,
Entre nós não havia segredos.
Era sempre o primeiro a ver minhas fotos, até aquelas antigas, que se mostram para poucos,
Era o primeiro a ler meus poemas e escritos,
Nunca me decepcionou.
É certo que andou um pouco abandonado nestes tempos de doença...
Não foi uma partida abrupta, covarde,
Há tempos ele vinha me avisando
“Meu tempo está se esgotando”
Mas eu não quis ouvi-lo
Era mais cômodo ignorar a sofrer a perda.
Daí, depois de dois meses entre hospital e convalescença, fui visitá-lo
Abordei-o com todo o meu carinho
Ele não deu sinal de vida.
Tentei mais uma vez, já impaciente.
Ele não respondeu
Continuei insistindo outra vez mais, e mais, e mais
Até que ele se iluminou, fez uns sons estranhos,
Daí senti um cheiro de queimado
A fumaça invadiu a sala
E ele se foi de vez.
Levou com ele minhas lembranças,
Meus tesouros, meus segredos,
Não tem como superar a dor
Da morte do meu computador!
Queridos amigos, assim que providenciar um novo computador começarei a visitá-los, diz a fisiterapeuta que eu posso fazer cinco visitas por dia (rs)... sei que vou levar quase um ano, mas já é um começo.
Beijo grande a todos e muita saudade disso tudo aqui!
Postado por Katia De Carli às 11:10 18 comentários
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
HISTÓRIAS DO HOSPITAL
OU MAIS COISAS QUE SÓ ACONTECEM COMIGO!
Dedico este post a todos os amigos e visitantes, em especial à Mara, Cristina, Juçara e Mauricio.

ATO Nº 1 – INTERNAÇÃO
Depois de 13 dias de peregrinação de médico em médico, exames diversos, antibióticos e outros remédios, enfim cheguei ao Hospital para uma consulta com uma neurologista. Eu já não suportava mais ficar em posição nenhuma de tanto que sentia dores da cintura para baixo, em especial nas pernas. Fiquei sentada à espera da Doutora e era um tal de entra gente, sai gente, e eu ali, com meu fiel escudeiro – Beto, meu filho. Chega a Dra e sou chamada. Vou para um consultório no pronto socorro mesmo, ela me examina e vai logo falando: - A senhora precisa ficar internada. No que eu retruquei: - Como internada? Eu saí de casa para uma consulta, não estou preparada... Ainda mais é véspera de Carnaval! E a Dra, muito calma, responde-me: - Para internar só precisa do paciente! Aí me explicou que ela temia que fosse uma doença grave, etc. e que já iria pedir um apartamento e solicitar alguns exames.
Fiquei eu, deitada na maca do consultório, daí a pouco chega uma moça e me tira quase meio litro de sangue. No consultório em frente desencarna um homem que eu vi entrar andando. Comecei a suar frio e a rezar. Só pensava em não ser a próxima!
Lá pelas cinco da tarde foi que me arrumaram um apartamento e eu me dei conta da primeira surpresa: Hospital não cheira mais a hospital. Sabe aquele cheiro de hospital da nossa infância, uma mistura de éter, desinfetante e sei lá mais o quê? Não existe mais... Acho que é por isso que agora eles chamam de Apart Hospital.
ATO Nº 2 – TREINANDO PARA PILOTO DE CORRIDA

Quando eu estava ainda no pronto socorro, chegou um rapazinho muito simpático, com uma cadeira de rodas (graças a Deus! Porque eu não conseguia mais me manter em pé) dizendo que ia levar-me para fazer uma Ressonância Magnética. Essa foi a primeira de tantas que até perdi a conta, tenho mais hora dentro de tubo de exame que urubu de vôo. Muito delicado ele me colocou na cadeira, ajeitou o lençol nas minhas pernas e zás! Disparou corredor afora que não deu tempo nem de sentir medo. Era uma sensação muito estranha: primeiro a imobilidade, depender de outras pessoas para locomover-me, ver os outros na altura da cintura, e só sentir o ar no rosto pela velocidade com que ele conduzia a cadeira. Pensei com meus botões, vai ver que é exame de urgência, por isso ele veio rápido. Ledo engano! Quando já estava no apartamento, terceiro andar, a coisa piorou, todos eles corriam. Passavam pelas rampas como carros de fórmula um só que o carro era eu! Acho que eles apostavam quem fazia o trajeto mais rápido, comecei a temer a cadeira como se teme instrumento de tortura!
ATO Nº 3 – A COMIDA

Eu sempre gostei de comida de hospital. Todas as vezes que ficava internada (e foram muitas), nunca tive problema em comer o que mandavam. Daí no primeiro dia, meio atordoada, eu ainda comi um pouquinho. No segundo, quando chegou aquela bandeja térmica, eu ainda brinquei: Ai meu Deus, que não seja abóbora! Parece praga! Era abóbora! Até o cheiro me enjoava. Não deu para comer. Trouxeram comida de casa e daí em diante foi um desespero, dia sim e outro também era peito de frango grelhado. Eu não conseguia nem mais olhar para a comida. Ainda bem que o café da manhã era bom, tinha pão, e o lanche da tarde também! Mas eis que os remédios fizeram com que minha glicose chegasse a 300. Tinha dia que eu tomava insulina mais de 3 vezes. Daí o pão, minha única alegria, foi pro espaço. Trocaram por biscoito água e sal. Uma noite, eu estava tão desesperada de ficar sem comer que pedi à Gabi para ligar para a lanchonete e pedir um pão de queijo e um cappuccino diet, com bastante chantilly! (É claro que quando vieram medir a glicemia e deu 224 eu fiquei caladinha rs)
ATO Nº 4 – OS PROGNÓSTICOS
Logo no segundo dia eu entrei na internet e fui pesquisar sobre Mielite. Daí li um monte de coisa (algumas foram úteis, pois haviam acontecido comigo e eu relatei à Dra). Mas é incrível como as pessoas só conseguem se lembrar dos casos mal sucedidos. Era um tal de fulano morreu dessa doença, sicrano ficou mais de um ano sem andar, o outro, depois seis meses, só agora está andando, mas de muletas. Não aparecia ninguém para dizer que conhecia um que havia se curado. Então eu sempre falava: Eu vou ser a exceção!
Quando a Dra falou sobre a possibilidade de eu ter alta usando sonda e bolsa coletora, não respondi nada, minha comadre que estava comigo quis esganá-la por me dizer essas coisas, mas no meu íntimo eu sabia que eu ia superar!
Bem, não morri, não saí usando bolsa coletora, embora tenha usado sonda por uns dias. Mas hoje já não uso mais e já consigo andar! E sem muletas! As dores... um dia também vão embora!
ATO Nº 5 – A ALTA E O PARTO
Já tinha 15 dias que eu estava internada e a Dra falou que eu já poderia ter alta. Entrei em desespero! Chorava o dia inteiro pensando que eu ia morrer em casa, pois a glicemia ainda ia a quase 200 e diabetes é uma morte que não dá sinais, esse tempo todo eles controlaram o meu potássio, que esteve a níveis baixíssimos e potássio é o que se usa para eutanásia e em níveis baixos pode levar ao coma sem aviso prévio, meu intestino ainda só funcionava com fleet enema, a bexiga ainda tinha que passar sonda de 3 em 3 horas (inclusive de madrugada). Como ir embora? Daí Roberto, Beto e Gabi foram fundamentais em me dar a força que eu precisava, em me fazer ver que eu não estava sozinha, que se fosse preciso a gente contratava enfermeiras, etc. Passaram mais 2 dias. Aí eu fui me acalmando e me acostumando com a idéia. Tanto que resolvi acatar a orientação do fisioterapeuta e sair um pouquinho para andar no corredor. Estava eu andando para lá e para cá, observando as obras de arte, painéis, etc., daí me chega uma senhora e me pergunta:
- Já teve o bebê ou ainda vai ter?
Para não mandá-la para aquele lugar engoli em seco, dei as costas, voltei para o meu apartamento e pedi à Dra que me desse alta.
Obs.: A demora é porque tenho que escrever pouco a pouco.
Postado por Katia De Carli às 16:03 21 comentários
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
MOTIVO DO DESAPARECIMENTO
Estou que nem esse aí em cima, passeando de maca pelos corredores do hospital, fazendo mil e um exames, a fim de que a equipe médica descubra o que tenho.
Não posso escrever muito porque estou com soro...
Só peço a quem passar por aqui, que faça uma prece para mim.
Um grande beijo a todos
Kátia
Postado por Katia De Carli às 18:48 24 comentários
domingo, 21 de setembro de 2008
PRÊMIO DARDOS - BLOGUEIROS DO MUNDO

O Prêmio Dardos significa o reconhecimento os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras
a) Aceitar e exibir a imagem do selo no seu blog.
b) Linkar a pessoa que lhe entregou o prêmio.
c) Escolher 5 blogs para entregar o mesmo prêmio.
02. Nadezhda - Where is my mind?
03. Jorge Elias Neto - O Estalo da Palavra
04. Ilaine Kunz - Baú de Espanto
05. Mariana - Meus casos, minhas neuras...
Um grande beijo e amanhã a saga segue seu caminho( ou seria o caminho segue sua saga?...)
Postado por Katia De Carli às 13:26 12 comentários
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
MEU MOMENTO OLÍMPICO (INTERLÚDIO DOIS)
1 – Quero matar quem teve a brilhante idéia de realizar esta edição das Olimpíadas num lugar com fuso horário de 11 horas de diferença para o nosso. Com isso, sou “obrigada” a mudar todo o meu fuso. Pela experiência nesses últimos dez dias, só posso dormir tranqüila, sem perder nada, do meio-dia (quando não há atraso em alguma competição) até as oito da noite. Acontece que o mundo real não acontece na tela da TV, então, durante esse período tenho que cumprir com todos os meus compromissos, mesmo morrendo de sono.
2 – As camisas de trabalho do meu marido estavam horríveis, e é claro que seus colegas, ao olharem-no, vão logo pensar, não dele, mas de mim, “que mulher relaxada” nem roupa o pobre tem. Como se fosse obrigação da mulher o bem vestir do esposo. Acontece que por minha culpa, reconheço, aqui em casa é assim. Eu que compro tudo, da meia ao terno. Azar para mim. Daí, juntando o útil ao agradável, peguei uma promoção e “demos de presente de dia dos pais” dez novas camisas. Até aí tudo bem. Todos felizes.
3 – Não nasci para o serviço domestico. Quando criança, minha mãe insistia em me ensinar a fazer coisas como cortar carne (arre!!), lavar banheiro, etc. e eu dizia, “um dia vou trabalhar, ganhar dinheiro, e pago alguém para fazer para mim”. Até que deu certo. Até certo ponto.
4 – Na fase dos 50 aos 60 anos você fica desamparado. Não é novo para fazer certas coisas nem “idoso” para aproveitar as benesses da idade, entre elas, ter direito à vacina antigripal.
Resultado destas ponderações:
Peguei uma gripe daquelas, meu nariz mais parece um chafariz! Com direito a febre, dor no corpo, vontade de ficar na cama, quietinha, sem piscar nem o olho.
Minha empregada adoeceu, não veio, e eu tinha lavado todas as camisas novas do Roberto (e já dado as velhas) já que ele só usa roupa nova depois de lavada: e eu odeio passar roupa! Mas sobrou para mim, arrumar casa, passar roupa, etc.
Isto depois de ter passado o domingo e madrugada vendo resultados negativos e assistindo, impotente, os chineses boicotarem a Fabiana Murer e as americanas Walsh e May comerem o fígado das brasileiras nas areias...
Olimpíada, gripe, ausência de secretária! Afe!
Já nem quero revanche, não sobrou nadinha do espírito olímpico, não quero revanche.
Postado por Katia De Carli às 11:03 13 comentários
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
DE SAINT-JEAN A RONCESVALLES – CADÊ OS PIRINEUS?
Ao nos prepararmos para sair de Saint-Jean, Maurício deu uma olhadela de soslaio e deve ter pensado: - Meu Deus! Elas não agüentam nem 5 km!
Também, eu só tinha colocado a mochila nas costas para ver se servia e para posar nas fotos da saída. Achava que carregar 10 quilos seria moleza: - São só dois pacotes de arroz!
A Cris tinha ganho um tênis daqueles que só faltavam falar, com amortecedor de um lado, bolha do outro, suspensão na frente, etc. e logo que começou a treinar com ele teve um problema no joelho e jurou que era por causa do tênis, daí decidiu ir de Azaléia (rs).
Então, lá estávamos nós duas! O que tínhamos era vontade. O resto estava tudo errado. A mochila estava amarrada errada, o tênis era errado, tudo, na visão do Maurício estava errado, inclusive o fato de ele ter caído na nossa conversa. Mas como não havia como voltar atrás, lá fomos nós para os 28 km que nos aguardavam naquele dia.
Parêntesis 1 – No Guia do Peregrino eles definem o grau de dificuldade da trilha, em cada percurso, com 1, 2 ou 3 botinhas, que deveriam significar fácil, médio e difícil. Com o tempo vim a descobrir que a significação verdadeira é difícil, quase impossível, insuportável. Naquele primeiro dia, eram 3 botinhas!
Logo na saída, depois do perrengue com o francês e da possibilidade de passarmos fome (o que se concretizou, inevitavelmente) ainda enfrentamos o frio, a chuva e uma neblina que insistia em nos acompanhar. Pareciam aquelas nuvenzinhas que ficam sobre as cabeças dos personagens de história em quadrinhos. Mas eu pensava e, para não deixar o Maurício muito triste, dizia: - Logo, logo esse nevoeiro vai dissipar e você vai ver a vista mais linda da sua vida.
Caminhamos, caminhamos, caminhamos... nada. Para não dizer que não tinha nada, foi lá, nos Pirineus, que ouvi pela primeira vez o som de um Cuco que não fosse aqueles de relógio.
Nada de nada mesmo. A neblina não sumia, não víamos um palmo à frente do nariz, os 10 quilos transformaram-se em 100...
Naquele momento tive vontade de morrer. Para falar a verdade, naquele dia tive, por diversas vezes, duas vontades que me acompanharam: matar e morrer.
Já tínhamos andado umas 6 horas, comido o escasso lanche, quando, entre o nada e o coisa nenhuma, ouvimos um assovio. Primeiro bem longe, achei que fosse um pássaro, depois foi se aproximando... e eis que surge um grupo de peregrinos 5 estrelas!
Parêntesis 2 – Peregrinos 5 estrelas são aqueles que só querem ter a Compostelana (certificado que se recebe ao final da jornada) para pendurar na parede ou para aparecer na Caras. Eles caminham e não carregam nem a água que tomam. Têm gente para carregar tudo, carro de apoio, guia e ainda dormem em hotel.
O guia era um espanhol (eu acho, já faz tanto tempo e eu não tenho nada escrito, trago tudo de memória!) que falava português, de nome Alberto, que assoviava feliz! Uma felicidade irritante! Perguntei-lhe se faltava muito. Ele disse que não, que mais uma hora de caminhada chegaríamos! E lá se foi, a passos largos, seguido daqueles pseudo-peregrinos.
Foi a mentira mais piedosa que ouvi durante minha Caminhada.
Sei que andamos o dia inteiro. Não vimos p... nenhuma dos Pirineus. E eu pensei seriamente em desistir.
Lá pelas 5 da tarde, depois de mais de 10 horas de caminhada, chegamos a Roncesvalles. Minha exaustão estava estampada no meu rosto. Eu não agüentava dar nem mais um passo. Fizemos o registro e a “hospitaleira”, muito educada, me perguntou o que eu tinha, foi a deixa, comecei a chorar e disse que estava exausta; achei que ela me confortaria, diria palavras amenas. Ela, que nem oficial nazista, me olhou bem nos olhos e disse: - Está aqui porque quer. Ainda é hora de desistir! Ninguém está te obrigando.
Gente, juro que não matei a mulher porque ainda não tinha comprado meu cajado. Porque se estou com ele eu tinha dado na cabeça dela até não sobrar nem um fio de cabelo.
Como prêmio ela me colocou no último andar do prédio, que só tem escadas!
Parêntesis 3 – Quando estávamos fazendo a nossa pseudo-preparação, eu falava para a Cris, só tenho medo de 3 coisas: passar fome, tomar banho frio (odeio!) e comer peixe (detesto!).
Nesta confusão da chegada eu perdi o Maurício e a Cris de vista.
Cheguei lá em cima, coloquei minha mochila na cama, a cara vermelha e inchada de tanto chorar, peguei minhas coisas e fui tomar banho.
Sabe banheiro de internato? Aquele monte de portinha? Era assim. Entrei numa delas, olhei e tinha duas torneiras. Abri a primeira: água fria, esperei um tempo, continuava fria. Fechei e abri a segunda, água gelada, esperei, continuava gelada. Nisso eu já nem chorava mais, faltava força. Enfrentei um banho frio, num frio de rachar. Saí do banheiro roxa, tremendo e chorando outra vez, de ódio da mulher!
Nisso encontro a Cris:
- Kátia! Você está roxa!
- Claro! Acabo de tomar banho gelado nesta m... de lugar!
- Você viu um botãozinho do lado da torneira?
- Vi. Por quê?
- Era só apertar que saía água quente!
Daí eu chorei mais ainda, de ódio de mim!
Mudei a roupa e pensei: Agora eu vou comer!
Desci, comprei o tal do “vale” para o jantar e encaminhei-me para o restaurante. Fui barrada na porta! Comida só depois da missa!
*&=+%$, nem católica eu sou e vou ter que ficar com fome por causa de uma missa!
Gente, devo confessar que a missa é linda. É a missa que abençoa os peregrinos para a caminhada, toda em canto gregoriano, e eles ainda dizem a prece no idioma dos peregrinos presentes!
Acabada a missa corremos para o refeitório.
Comida, tchan, tchan, tchan!!!!!
Sentamos e eles colocaram uma cestinha com pão. Fui logo comendo e roubando uns dois pedaços que escondi na pochete (meu bat cinto) para comer no dia seguinte.
Aí veio o primeiro prato: Uma água amarelada com umas bolinhas, parecendo isopor, flutuando... eu imaginei a sopa da minha mãe, fechei os olhos e tomei a água todinha.
Segundo prato: Truta! Tentei argumentar: não daria para eu comer um ovo. A filhote da nazista hospitaleira respondeu: é truta ou truta!
E eu comi a truta!
Resumo dos primeiros 28 quilômetros: No primeiro dia enfrentei todos os meus medos: passei fome, tomei banho frio e comi peixe. O que viesse dali em diante seria lucro!
Preciso registrar a manifestação do Mauricio:
Olá, Eu sou o Mauricio amigo de caminhada e coração da Katia e Cris.
Sim , elas são doidas e acredito que deveriam ser presas por formação de quadrilha.
Puts, eu só queria rachar a conta do táxi.
A verdade é que na “magia” do caminho acabei embarcando numa maravilhosa história que estará sempre presente comigo. Obs : não sou do tipo machão, e caí no conto que as duas me passaram para ir para França. (Ainda bem)
Postado por Katia De Carli às 11:48 11 comentários
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
RESPOSTA AO POETA (OU PODERIA SER DESNUDANDO A ALMA)
A convite do meu amigo Poeta Mauro Rocha, aceitei participar desta brincadeira.
Achei uma forma da gente se conhecer melhor, portanto, aqui está:
Lembre-se só 5 e nada mais, no caso dos discos não pode ser coletânea e se escolher tanto o grupo quanto o cantor, deve informar qual o disco, ex: Michael Jackson (Triller), e os livros o nome do escritor, depois escolha 5 pessoas para fazer o mesmo!!!
- Zizi Possi - Valsa Brasileira
- Casablanca
- Allan Kardec - O Livro dos Espíritos
- Jacinta Dantas - Florescer
Um grande beijo a todos
Postado por Katia De Carli às 18:18 8 comentários
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
PENA DE LOS AMORES
Y aquellas que pronunciadas, estan perdidas
Que pena de primavera sin flor ni canto,
Que pena de algun verano sin golondrinas
Que pena de algunos besos que no se han dado
Y aquellos labios dispuestos pero ya escondidos
Que pena de las estrellas que se apagaron
En medio de alguna noche mal encendida
Que pena de las promesas que se quedaron
Bailando con los recuerdos en una esquina
Que pena de los amantes que se dejaron
Sin darse siquiera un beso de despedida
Que pena de los amores que ya pasaron
Que pena de los amores que no existían
Que pena de los amores que me olvidaron
Que pena de los amores que se me olvidan
Talvez porque minha alma hoje esteja triste, mas ainda repleta de amor... amor mal compreendido, amor que deveria ser esquecido...











