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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

AEROPORTO DO AÉCIO VERSUS AEROPORTOS DE LULA E DILMA



Com o título de INVESTIGAÇÃO URGENTE  o PT, através da sua página no Facebook diz que alguns de seus Deputados entraram com pedido de CPMI para investigar o aeroporto da discórdia!

Aí está! Concordo!

Mas acho que primeiro o foco da investigação deveria ser um aeroporto um pouco maior e não esse chinfrim... Sugiro o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória - ES (portanto capital de um Estado do Brasil) que teve suas obras alardeadas em 2004 e um ano depois teve suas obras paralisadas por "problemas burocráticos", suspeitas de desvio de dinheiro e falhas na elaboração dos projetos.

Obras em 2014
O Módulo Operacional Provisório (conhecido como "Puxadinho") que inclui novas salas de embarque e desembarque, está em funcionamento desde agosto de 2011. O resto - ampliação do novo pátio, saguão, torre de controle e nova fachada - segue com previsão de entrega até 2015, oito anos depois da data prometida pelo governo federal.

2014
O número de usuários cresce em um ritmo desproporcional ao desenvolvimento das obras do terminal. Enquanto de janeiro a setembro de 2011 mais de 2,3 milhões de pessoas passaram pelo terminal, em 2012 o número já era superior a 2,7 milhões. Um crescimento aproximado de 15,5%. Para piorar, pairam no ar suspeitas de desvios de verba pública e sobrepreço nos materiais comprados para a obra, que as empreiteiras contratadas para realizar o serviço ainda não explicaram ao Tribunal de Contas (TCU).

Dez-2013

Em 2008, depois de ser embargada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por supostos desvios de verba pública e sobrepreço nos materiais, a obra parou e as empreiteiras contratadas para realizar o serviço tiveram o contrato rescindido pela Infraero. Segundo a estatal que administra o aeroporto, no início de 2010, o TCU realizou uma fiscalização nas obras e não encontrou qualquer nova irregularidade. 

Em junho de 2012, o consórcio formado por Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacon assinou um acordo preliminar para que a complementação e atualização dos projetos fossem retomadas em 130 dias. O Tribunal de Contas, por sua vez, solicitou das partes envolvidas mais informações. O processo ainda está tramitando no órgão e, caso seja aprovado, uma nova licitação não será necessária. Também ficou pendente a entrega do projeto executivo das pistas e do pátio de aeronaves, que seria feito pelo Exército. Caso a instituição não faça este trabalho, uma nova licitação será aberta.

Em abril de 2012, o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Vitória, Altemar Lopes de Souza, confirmou, em entrevista à rádio CBN Vitória, que as obras ficariam prontas em 2015. Além de prometer encerrar os trabalhos no canteiro, ele anunciou uma série de melhorias, como a conclusão do projeto de ampliação do novo pátio, o ínicio das obras da nova torre do Corpo de Bombeiros e no saguão, além da construção da nova Torre de Controle e Grupamento de Navegação Aérea. A empresa esperava ainda terminar em 2013 a nova fachada.

Assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atual comandante do país, Dilma Rousseff (PT), prometeu concluir as obras do Aeroporto de Vitória. A previsão de conclusão em 2012 era para o ano de 2013, já com a capacidade ampliada para 5,3 milhões de passageiros, movimento esperado para 2020. No novo aeroporto o estacionamento contará com 1,5 mil vagas, ainda de acordo com as modificações do projeto executivo. Paralisadas em julho de 2008, a retomada das obras precisavam do encontro das contas para que a equalização dos valores fosse alcançada.

Agora fala-se em novo Edital, nova Licitação, tudo novo de novo... menos o Aeroporto...

De concreto temos:

- Bilhões desviados
- Obras inacabadas
- Alagamento (dentro e fora) quando chove
- Salas incompatíveis com o movimento
- Vergonha dos capixabas!

Vamos investigar! Concordo plenamente!

(Dados e fotos retirados de matérias do Jornal A Gazeta)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

VITÓRIA, CIDADE PRESÉPIO - 463 ANOS

PELO ANIVERSÁRIO DA NOSSA ILHA



“...Quanto de história já destruímos ou permitimos que o tempo consumisse? Ou então mutilamos, utilizando o nosso equivocado conceito de modernidade?”  (Álvaro José Silva)  



“Por que teriam apelidado a nossa capital de cidade
presépio? Pelo seu tamanho? Pela sua apresentação completa, em que há pedaços de oceano maravilhosos, montanhas encantadoras e casas pequeninas trepando pelas encostas? Ou porque, na sua formação tudo se aglomera, acotovela, espremidamente, entre um braço de mar e contrafortes altivos, dando, de fato, a idéia de um presépio armado por mãos caprichosas? Na pequena ilha de Vitória há trechos de todos os tipos. Uns caracteristicamente modernos, onde se erguem prédios ousados, trazendo-nos em miniatura, lembranças de cidades americanas, cheias de edifícios gigantescos. Há trechos, também, evocando o nosso passado de terra colonizada por gente lusa vinda do velho Portugal. 
Apenas nós, assoberbados por preocupações e afazeres, não temos tempo ou paciência suficientes para observar com olhos calmos e prazerosos, as belezas que as nossas ruas oferecem.”

Jornal “A Gazeta”, edição de 29 de janeiro de 1950 in Vitória, a cidade que (não) conhecemos, Autora Kátia Corrêa De Carli 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DA SÉRIE PERGUNTAR NÃO OFENDE



Conforme site oficial (http://www.vitoria.es.gov.br/semsu.php?pagina=oquee)  a Guarda Municipal de Vitória-ES, criada em 19 de dezembro de 2003, teria como atribuição a "prevenção e a diminuição da violência e da criminalidade, promovendo a mediação de conflitos e o respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos".
Entre as atribuições específicas, no mesmo site da Prefeitura de Vitória-ES, consta que a Guarda é formada de dois segmentos: Fiscalização e Operação de Trânsito e de Proteção Comunitária.
Ainda tendo como base as informações da PMV, transcrevo, abaixo, as funções específicas de cada segmento:

Funções específicas do Grupamento de Fiscalização e Operação de Trânsito

Dirigem, orientam, informam e fiscalizam o trânsito;
Promovem educação para o trânsito, especialmente junto a escolas;
Atuam em eventos, garantindo a segurança dos pedestres e a fluidez do trânsito;
Apóiam as atividades do Batalhão de Trânsito, como o Madrugada Viva;
Autorizam obras e eventos em vias públicas.

Funções específicas do Grupamento de Proteção Comunitária

Patrulha o entorno de escolas da rede municipal, evitando conflitos e dando segurança a toda a comunidade escolar;
Patrulha ostensivamente Camburi, Curva da Jurema, Praça Costa Pereira, Vila Rubim, pontos turísticos, feiras livres e eventos promovidos pela Prefeitura;
Articula com outros órgãos de segurança, como a Polícia Militar, a atuação em situações como roubo, furto, ameaças, estupro e agressões físicas;
Apóia o trabalho dos fiscais da Prefeitura e o serviço de Abordagem de Rua;
Atua no enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil.

Então... 

Considerando que a Guarda não prende criminoso, não corre atrás de bandido, não faz prisões, acredito que não precise dirigir fora da velocidade permitida; 
Considerando que moramos numa de ilha de 93,381 km² (já acrescidos nesse número as demais ilhas que pertencem a Vitória) e a Guarda não pode atuar fora do município;
Considerando que a velocidade máxima permitida por lei, em vias urbanas, é de 60 Km/h;
E considerando que perguntar não ofende:

Só queria entender porque a Prefeitura Municipal de Vitória - ES, comprou 40 viaturas novas, veículos Ecosport, considerados utilitários esportivos, com recursos próprios da ordem de R$ 1,5 milhão quando a população carente necessita tanto de ambulâncias?

Só queria entender...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

VITÓRIA, DO ESPÍRITO SANTO



Prometi, no post passado, contar um pouquinho da "minha" cidade: Vitória.
Muitos perguntam: na Bahia? Por isso quando apresento-a, sempre falo, Vitória do Espírito Santo, com muito orgulho.
Por isso resolvi transcrever parte da apresentação do meu livro "Vitória, a cidade que (não) conhecemos" para que vocês se situassem no "meu universo" porque, nas próximas semanas, irei apresentar-lhes alguns pontos da Cidade Presépio:

“Por que teriam apelidado a nossa capital de cidade presépio? Pelo seu tamanho? Pela sua apresentação completa, em que há pedaços de oceano maravilhosos, montanhas encantadoras e casas pequeninas trepando pelas encostas? Ou porque, na sua formação tudo se aglomera, acotovela, espremidamente, entre um braço de mar e contrafortes altivos, dando, de fato, a idéia de um presépio armado por mãos caprichosas? Na pequena ilha de Vitória há trechos de todos os tipos. Uns caracteristicamente modernos, onde se erguem prédios ousados, trazendo-nos em miniatura, lembranças de cidades americanas, cheias de edifícios gigantescos. Há trechos, também, evocando o nosso passado de terra colonizada por gente lusa vinda do velho Portugal.
Apenas nós, assoberbados por preocupações e afazeres, não temos tempo ou paciência suficientes para observar com olhos calmos e prazerosos, as belezas que as nossas ruas oferecem.”

 Jornal A Gazeta, edição de 29 de janeiro de 1950

APRESENTAÇÃO

Por que escrever sobre Vitória?
Principalmente, por que escrever sobre lugares que as pessoas mal conhecem?
Se tantos escritores já descreveram, e bem, as maravilhas dessa cidade, por que, então, fazê-lo?
Eu respondo: é para realizar um antigo sonho.
Há muitos anos, desde que aqui cheguei, não me canso de admirar a beleza das paisagens, dos monumentos, das construções. E, mesmo com todas as transformações pelas quais passou, para mim não existe, no mundo, cidade mais bonita.
O grande problema é que ou por força da modernidade ou do avanço da tecnologia ou das descobertas científicas, as pessoas de hoje são treinadas a olhar sempre em frente. Ideais? Lá na frente... O futuro? Siga em frente... Sucesso? Está logo ali, na frente... e com isso esqueceram de olhar para os lados, para cima... Tudo vêem, mas nada enxergam. Não conseguem enxergar por além das aparências, não têm tempo para descobrir as histórias escondidas atrás de cada monumento, cada construção e com isso perdem o que de mais belo existe no mundo: a beleza da natureza, a magia dos lugares... a dádiva de se morar em Vitória.
Foi por pensar assim que para meu projeto de conclusão do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, resolvi fazer um livro sobre alguns pontos de Vitória que normalmente não fazem parte do roteiro turístico (excetuando Camburi, que é um caso de amor à parte). A partir da hipótese de que os moradores da cidade de Vitória não conhecem, não reparam, não observam os lugares, monumentos, paisagens e construções da cidade em que vivemos, bem como desconhecem sua história, busquei validar o trabalho realizando uma pesquisa junto aos estudantes da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Através dessa pesquisa pude constatar que a grande maioria dos moradores de Vitória não conhecem a nossa cidade.
O resgate histórico, o registro fotográfico e minha visão acerca desses pontos seriam o meu presente à cidade que tão bem me acolheu e uma forma de perpetuar parte da história desta cidade.
Se eu conseguir, com esse livro, mostrar quão bonita, abençoada e mágica é nossa cidade e com isso tocar o coração de uma pessoa que seja, então todo o trabalho terá valido a pena.
        Apresento-lhes: Vitória !

                         Kátia Corrêa De Carli


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é Natal...



Hoje pela manhã, ao sair para alguns afazeres, deparei-me com dezenas (juro! não é exagero!) de funcionários da limpeza pública a cortar matos e ervas dos canteiros, a pintar de cal os postes e meios-fios, a varrer todas as ruas e avenidas... Então me pergunto: onde estiveram durante todo o ano em que nossos canteiros não receberam cuidados, nossas ruas se mantiveram sujas, nossa cidade abandonada?

Vi um senhor a doar alguns pacotes às crianças no semáforo. Onde esteve esse senhor durante o ano? Ajudou em alguma creche? Contribuiu de alguma forma para que essas crianças não estivessem, hoje, na rua?

Vi muitas pessoas a entrar e sair de lojas carregadas de embrulhos de presentes. Com certeza para presentear parentes e amigos... E durante o ano? Lembraram-se de dar um telefonema? Um abraço? Foram presentes?

Vi uma senhora (muito chique, por sinal) a comprar caixas de bombons e dizer para a funcionária que a atendia que eram para os porteiros e funcionários do seu edifício. Será que essa senhora lembra, todos os dias, de dar bom dia a esses mesmos funcionários? Será que tem um pouquinho de tempo para apenas perguntar se está tudo bem? Será?

Vi a minha cidade (Vitória - ES) conhecida nos meios literários como Cidade Presépio (toda uma história que um dia ainda contarei aqui) enfeitada para o Natal de acordo com o poder aquisitivo dos moradores dos bairros. Bairros mais humildes as praças parecem que foram enfeitadas para o carnaval (talvez tenham feito um contrato do tipo "2 X 1") com profusão de lâmpadas fluorescentes das mais diversas tonalidades, verdes, amarelas, vermelhas roxas, etc. Nos postes, Papais Noéis estilizados parecendo Saci Pererê (uma só perna). Porém nos bairros de classe alta, há árvores envolvidas em luz, lágrimas luminosas a cair de seus galhos... Natal da igualdade... Será?

Por isso e mais uma porção de coisas esse ano não vou deixar nenhuma mensagem de Natal.

Mas encontrei resposta para algumas perguntas... as pessoas ainda mudam no Natal! Quiçá um dia chegará que viveremos como se fosse Natal todos os dias do ano, pois cada dia a mais é uma dádiva de Deus.

Então... é Natal!

(Sim, a foto não tem nada a ver com Natal, mas tem a ver com amizade, com esperança, com certeza de que ainda temos muito caminho pela frente... não porque é Natal, mas porque ainda acredito que o mais importante e a quantidade de amor no coração)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A VIDA PASSA...


Antiga Estação Pedro Nolasco -
hoje Museu da Vale


A VIDA PASSA NAS JANELAS DOS TRENS...

Pode parecer desinteresse, menosprezo às artes ou, quem sabe, falta de paciência mesmo. Mas eu não era assim!

Sempre fui arroz de festa, principalmente se tivesse “arte” envolvida.

Levei meus filhos para assistirem a encenações de peças infantis na Concha Acústica do Parque Moscoso, no Teatro Carlos Gomes, no Glória. Não perdiam um lançamento de filme infantil. Participavam de todas as apresentações na escola e na creche, desde que se dispusessem.

Foram crescendo, os hábitos mudando, mas continuamos respirando cultura através de exposições, teatros, museus, livros, mostras, shows.

De um tempo para cá fui minguando...

Não encontro palavra melhor: eu MINGUEI!

Daí, perdi o trem. Fiquei parada na estação da minha casa.

Mas o trem não vinha me buscar.

Hoje, a convite da Joana, fui conhecer o Museu da Vale (que já existe há um bom tempo e que ainda não conhecia).

Fomos eu, ela, a Gabi e a Luciana.

Prédio principal - Janelas centrais

Quando cheguei ao pátio, foi como se uma grande janela se abrisse na minha memória. Vi-me criança, atravessando a Baía de Vitória até o cais de Paul, de catraia, balançando, o medo do mar, o cheiro do medo e do mar.

Vi-me naquela estação deslumbrante, enorme, cujos trens nos levavam para longe, “Muito longe” dizia minha tia (mas era só até Santa Maria e Santa Leopoldina).

Catraia e Cais

Visitamos as instalações que por si só já valem o passeio, passeamos pela exposição permanente, conhecemos a maquete projetada para representar uma ferrovia específica, sendo a maior do Brasil, com 34 m² de área construída.

Visitamos a Exposição Temporária: Atrás do porto tem uma cidade, do mineiro Eder Santos, muito bonita por sinal.

Sentei-me no Café do Museu, muito bem acompanhada de minhas agregadas e mais alguns funcionários do museu, gente de primeira linha.

Quanta coisa ganhei nesse passeio.

Ganhei minhas memórias de volta!

Mas melhor que as memórias recuperadas foi sentar-me à janela de uma velha locomotiva e ver a cidade.

A cidade passava pelos meus olhos (o fato da locomotiva estar parada era mero detalhe)... e eu pude ver na sua grandiosa majestade a “Cidade Presépio” que me abriga.

Atrás do porto não tem só uma cidade... tem uma vida inteira de história.

Obrigada à Joana pelo convite!

Porto e Vitória, pela porta


Um olhar na neblina

Para mim: Janelas...

SERVIÇO:

MUSEU DA VALE - http://www.museuvale.com/
EDER SANTOS - Site oficial
Exposição:
Atrás do porto tem uma cidade = 22 de outubro a 20 de fevereiro -
Terças a quintas, sábados e domingos: 10h às 18h - Sextas: 12h às 20 h

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ENCONTROVERSO


Convido-os, com a permissão dos organizadores, em especial minha amiga Alê Marques. a participarem desta nossa edição do ENCONTROVERSO.
Palco aberto aos que fazem verso e música!
Tempo de apreciarmos a poesia e música capixabas, por gente de fora do circuito!
É bom demais!
Lá estarei com os meus poemas.

Serviço:
Local: Jardim Secreto - Rua Moacir Avidos, mais próximo do Aterro, Praia do Canto, Vitória -ES
Horário: a partir de 20:00 h

Apareceram e deliciem!
beijos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

30º Emees - Show Grupo Bem | Elos

Vou ficar devendo os demais textos de reflexão, mas, apesar do vídeo não estar excelente, não poderia deixar de postá-lo.
Esses meninos são maravilhosos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

30° ENCONTRO DE MOCIDADES ESPÍRITAS DO ESPÍRITO SANTO



Amanhã já estaremos trabalhando para esse grande encontro de jovens espíritas!
O trabalho a serviço de Deus é dádiva que colhemos adiante... por isso, pela alegria, pela fraternidade, pela energia... lá estarei, a postos, as dores que dêem um tempo...

O tema deste ano é Chico Xavier - O Cisco de Deus, em comemoração ao centenário de nascimento desse Espírito iluminado que por aqui passou.

No blog do EMEES - http://emees.wordpress.com/ você encontra alguns vídeos e músicas dos grupos que estarão atuando, dançando, cantando.




Aproveitem para ouvir Elos, do Grupo Bem... linda música!





domingo, 20 de setembro de 2009

UM MONSTRO À SOLTA

(Fonte barcelonadream.blogs.sapo.pt)

Com essa minha imobilização temporária (creio eu), tenho ficado muito em casa, o que para mim é um tormento, pois, como dizia a minha mãe, eu sou muito “rueira”.
Mas essa semana eu tive alguns compromissos e meus filhos e marido serviram de motorista, o que me permitiu passear e observar as ruas, as praças, os lugares por onde passava.
Levei foi um grande susto!
Logo na pracinha de Jucutuquara* quando olho para o lado da antiga fábrica de tecidos, cadê a casa dos “donos” da Braspérola? Sumiu! Só sobrou o muro... Mas como a Prefeitura destruiu a antiga fábrica dizendo que ia fazer um espaço de artes e eu só enxergo a fachada e um grande vazio atrás, pensei com meus botões, vai ver a prefeitura também comprou a casa e vai fazer alguma coisa boa para a comunidade, mas precisava derrubar aquele casarão antigo tão lindo?
Seguimos em direção ao centro da cidade e logo depois da curva do Forte São João, outro susto, onde já haviam derrubado o velho Restaurante Universitário, agora sumiu também a casa da frente, uma que tinha lindas janelas verdes.
Na volta, passamos por Bento Ferreira e as casas lá também estão sumindo do dia para a noite. Você passa a casa está lá, dois ou três dias depois, ela some inteirinha. O mesmo está acontecendo na Praia do Canto. Isso porque meu passeio se restringiu a esses bairros, imagino o que não estará acontecendo por toda a cidade!
Logo nós, capixabas, que temos como característica a utilização de casas, prédios, pontos comerciais como pontos de referência, o que iremos fazer se estão destruindo tudo?
Olho aquelas paredes que sobram e vejo azulejos brancos, algumas partes com azulejos coloridos, intermediados de paredes de cores diversas e fico pensando o quanto de história está sendo jogada no lixo. Quantos segredos aquelas paredes ouviram. Juras de amor. Brigas pra nunca mais que duravam poucas horas. Primeiros choros de bebês que nasceram rodeados dos que mais os amavam. Casos de vida e de morte.
Parte da minha história, na cidade do interior, já foi devorada e lhes digo, a sensação não é nada boa. Onde antes havia uma cozinha com cheiros que se acessavam a um olhar, hoje só sobrou chão.
Minha conclusão é que tem um monstro à solta comendo nossa história.
Acho que ele se alimenta das lembranças que ficam abrigadas nas antigas casas, por isso, à noite, ele sai e as devora.

*Jucutuquara - 0 nome Jucutuquara, JUCU-ITA-QUERA, é de origem indígena e significa "pássaro do buraco de pedra" ou YTICUTUQUARA, que significa "conchas suspensas", condizentes com a forma dos buracos da "Pedra dos Olhos" localizada na área e batizada pela própria natureza. As mutações lingüísticas fizeram valer a linguagem popular: Jucutuquara. Nome da antiga fazenda que havia no lugar, pertencente à família Monjardim, século XIX.