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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ÁGUAS DE JANEIRO







Todo ano é a mesma coisa. As chuvas chegam, alagam tudo, invadem casas, desalojam pessoas, destroem o que encontram pela frente. 
Os governos decretam "Estado de Emergência" ou "Calamidade", contam-se os desabrigados, os desalojados, os mortos.
Os políticos fazem mil e uma promessas.
Governantes vão a público "anunciar" medidas para ajudar a população, sobrevoam as áreas inundadas, aparecem nos "jornais nacionais" do país.
A população ajuda com donativos - alimentos, água, roupa, calçado, etc.
Em março acabam as chuvas, os mortos já estão enterrados, as aulas começam... e ...
E? 
Não acontece nada!
Já não é mais notícia.
Até o próximo ano.
E não adianta culpar os céus (ou São Pedro) pela quantidade de chuva, é a Lei do Retorno, ou Causa e Efeito. 
É a natureza respondendo à ação humana.
Até quando???

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ENCHENTE EM AFONSO CLÁUDIO - PARTE 3










A forte tempestade que caiu sobre o município de Afonso Cláudio na tarde desta terça-feira (28) provocou o transbordamento do Rio Guandu, que atravessa o centro, bairros e comunidades rurais. Logradouros públicos, residências e estabelecimentos comerciais foram evacuados com urgência.

O prefeito de Afonso Cláudio, Wilson Berger Costa deverá, possivelmente, decretar estado de emergência no município. Ele contou que as chuvas torrenciais nas cabeceiras do Rio Guandu é que provocaram novamente a enchente na cidade no ano passado.

Embora em proporções ligeiramente inferiores à cheia de 2009, neste ano as água provocaram fortes correntezas e invadiram centenas de residências, conforme Berger. Os proprietários, segundo o prefeito, haviam sido alertados horas antes da enchente por um grande grupo de moradores voluntários, que se juntaram ao setor de Defesa Civil e Polícia Militar.

“Não sabemos ainda o número de famílias desalojadas, mas passam de 100”, disse o prefeito lembrando que todos ocupam ginásios de esportes e escolas do centro e outros imóveis públicos. Ele ressalta que os bairros Boa Fé e Itapoã, além do centro de Afonso Cláudio são os mais atingidos.

O comerciante Gildásio Tonoli, morador de Afonso Cláudio, informou que o alerta à população foi fundamental para que os comerciantes e a população geral pudessem se precaver e evitar mais prejuízos. “Foi um trabalho de equipe bem montado, altamente profissional, que evitou prejuízos e catástrofes como ocorreu no ano anterior”, disse Tonoli. De acordo com o soldado Sandro, da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar, as águas do Rio Guandu tomaram grandes proporções muito rapidamente e invadiram as ruas, avenidas, comércios e residências de Afonso Cláudio. “Sorte da população que foi alertada e imediatamente providenciou segurança”, afirmou o militar.

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br

Imagens: Prefeitura Municipal de Afonso Cláudio - Divulgação

ENCHENTE AFONSO CLAUDIO 29 DEZEMBRO 2010


Mais uma vez os moradores de Afonso Cláudio passaram a madrugada desta quarta-feira (29) acordados retirando os movéis de casa para evitar mais prejuízos devido à enchente. Por volta da meia noite os moradores foram para as ruas após a polícia passar pelas casas pedindo prevenção a todos, pois o rio estava subindo e os riscos de alagamentos eram altos.

Os moradores com medo de perderem tudo, como na enchente do ano passado, se comunicavam com os vizinhos para alertar sobre a cheia do rio. Muitos se uniram nas ruas e ajudaram as famílias que retiravam seus móveis e tentavam colocá-los em um local seguro. Durante toda a madrugada, os moradores puderam contar com o auxílio da rádio da cidade que informava sobre a situação em todas as regiões.

Com essas informações, era possível saber quem estava precisando de ajuda e buscar a melhor forma de solucionar o problema.

Na manhã desta quarta (29) a água do rio Guandu já baixou no município e carros da prefeitura estão fazendo a limpeza, retirando a lama e a sujeira das ruas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ENCHENTE EM AFONSO CLÁUDIO - PARTE III


Segundo dados oficiais da Prefeitura Municipal de Afonso Cláudio, até a presente data, a situação do município é a abaixo relacionada, podendo vir a ser alterada, pois ainda estão chegando informações de localidades do interior que se encontram isoladas.

Números de afetados - 23.297 pessoas
Números de desabrigados - 144 pessoas
Números de desalojados - 192 pessoas
Casas danificadas - 31
Casas destruidas - 14
Casas comprometidas - 22
Casas alagadas - 79
Perda de móveis - 68 famílias
Comércio afetados - 50 estabelecimentos
Comércio destruído - 01 estabelecimento

domingo, 6 de dezembro de 2009

ENCHENTE EM AFONSO CLÁUDIO - ES (PARTE II)















As fotos eu "tomei" emprestado (sem falar, pois não a conheço, mas desde já agradeço por nos mostrar a extensão da tragédia) da Franciele Galvani, através do orkut da amiga Lúcia Helena Deorce.
Pelo que eu pude saber, através de informações de amigos daqui de Vitória e de lá é que os Bairros Boa Fé e Bela vista foram os mais afetados. As águas inundaram toda a parte baixa da cidade, as Avenidas Presidente Vargas e Marechal Deodoro, chegando até às calçadas da Igreja Católica. Muitas casas estão condenadas. Houve o desabamento de um restaurante que ficava na rua "do outro lado do rio", na rua da Escola de Contabilidade.
Há notícia de que carros foram arrastados.
Graças a Deus até o momento não se sabe de mortes em decorrência da tromba d'água.
Essa foi uma forma que encontrei para deixar outros afonsoclaudenses cientes do ocorrido.
Coloco esse meu espaço à disposição de qualquer iniciativa que venha minimizar o sofrimento de todos.

ENCHENTE EM AFONSO CLÁUDIO - ES

Ponte do Ginásio

Prefeitura Municipal

Praça Aderbal Galvvão

Ontem à noite chegou-me a notícia que havia acontecido uma grande enchente na minha cidade natal.
Meu coração se apertou de tal forma que até a respiração ficou difícil.
Já me acostumei, nos últimos tempos, a ver enchentes, tornados, destruição, pessoas que perdem tudo, literalmente, mas isso confortavelmente sentada no sofá da minha casa, olhando estranhos. É claro que o sentimento de pesar me acompanhava naqueles momentos, mas eu pensava: Que pena! Coitados! Infelizmente não posso fazer nada.
Agora não!
Os coitados são amigos. São pessoas importantes na minha vida.
Dizem que a água chegou sem aviso... foi tomando tudo, destruindo tudo. Fosse noite, muitos teriam morrido.
Tudo isso me faz lembrar quando criança, pequena demais para guardar essas lembranças, morando numa casinha à beira do rio e chegava a época das enchentes. A água ia subindo... meus pais, padrinhos, amigos revezavam na vigília, a pressa em tirar o pouco que tínhamos, panelas, pratos, etc. e levar para cima, onde ficavam o quarto e sala (não me lembro da casa ter banheiro) e a água invadia aos poucos e subia, subia e com ela vinham as cobras e o medo.
Esse mesmo Rio Guandu da minha infância, agora leva com ele os pertences de amigos e desconhecidos, mas ligados a mim pelo fato de sermos da mesma cidade.
Custa-me ver a praça da minha adolescência, recém reinaugurada, debaixo d’água.
Dói-me ver a ponte por onde passava todos os dias para ir à escola condenada pela ação da força da água.
Dói-me... mas agora eu posso fazer diferença!

(fotos: FRANCIELE GALVANI)