segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

MENSAGEM DE NATAL


Queridos Amigos,

2007 não foi um ano perfeito.
Mas como já disse em outro texto, houve, algum dia, algum ano perfeito? Acho que não... Mas este ano foi de muitas provas, muitas dores, muitas perdas... e o que fazer de tudo isso além de sofrer? Eu decidi tirar as lições que poderiam ser-me úteis.
Na tristeza, aprendi a valorizar meus momentos de alegria.
Na dor, aprendi o significado da aceitação.
Na perda, aprendi que nada é eterno, estamos só de passagem.
Nos momentos mais difíceis reconheci que o maior tesouro que Deus pode nos dar são os Amigos: Vocês.
Vocês que me amparam, que ouviram meus lamentos, que me acolheram, que me incentivaram a seguir adiante, que se colocaram, em todos os momentos, a meu lado.
Vocês, amigos próximos e distantes, antigos e recentes, conhecidos e ainda por conhecer, desejo a todos um 2008 repleto de realizações e que as dores que aparecerem no caminho (porque nunca haverá um ano perfeito) sirvam de incentivo para aprendizagem de novas lições ou para recordar lições esquecidas.
Que o Natal seja feliz, lembrando sempre de que o aniversariante é JESUS, portanto, que Ele esteja no coração de cada um de vocês, em todos os dias de suas vidas.
Obrigada por existirem.
Obrigada por serem Meus Amigos.
Que Deus os ilumine, um grande beijo a todos, extensivo aos familiares.

Kátia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O ALBERGUE DAS MULHERES TRISTES

Acho que já nasci triste.

Como sou muito expansiva e falante, as pessoas acham que sou uma pessoa alegre e vêem em mim uma pessoa sempre de alto astral. Desconhecem o fardo da tristeza que carrego n'alma. Só aqueles que ousam olhar bem dentro dos meus olhos e enxergar "através" conseguem perceber essa tristeza.
A ironia é que só vim descobrir que sou triste há pouco tempo.
Eu achava que todos eram iguais a mim.
Achava que o fato de me comover com pequenas coisas do cotidiano era porque eu era um pouco mais sensível, ou talvez por ser poeta... mas nada... Depois que li "O ALBERGUE DAS MULHERES TRISTES" da autora chilena Marcela Serrano, descobri que algumas mulheres já nascem tristes. Independe de situação financeira, de ter ou ter tido um amor, de sucesso, a tristeza é algo que vem inscrito no DNA, como a cor dos olhos, as doenças hereditárias e todas as nossas características intrínsecas.
Eu, você, a amiga distante, qualquer uma de nós poderia ser a Floreana do livro.
Ela e suas amigas poderiam ser eu e amigas que são como eu... elas, Floreana, Constanza, ao se desnudarem e exporem suas dores, sentimentos, medos, anseios e amores, desnudam-nos também...
A trama acompanha a trajetória de Floreana, uma historiadora jovem - e mais bonita do que crê - que chega a um albergue na ilha de Chiloé, na costa do Chile, para se recuperar da perda de uma irmã. Nesse lugar, um grupo de mulheres tenta, unido, curar suas feridas de amor, superar o desamor e a indiferença de seus homens. A solidão nascida de sua própria insatisfação.
Tive medo de encontrar um Albergue como o de Floreana e nunca mais sair de lá...

MARCELA SERRANO - As questões sobre o amor, o sexo, a amizade, a família e o trabalho são uma constante na literatura mundial e esta escritora chilena, quase desconhecida por nós, as reúne nesta história levantando muitos questionamentos sobre esses temas e nossas vidas.
Para onde vai o relacionamento amoroso com o deslocamento das mulheres rumo à independência financeira e emocional?
O que sentem as mulheres quando percebem que o preço a pagar pela independência e a liberdade de seus desejos e ações quase sempre é a solidão?
O que sentem os homens? Porque eles têm medo de amar essas novas mulheres?

Este livro eu recomendo.
Principalmente às mulheres tristes.
Mesmo àquelas que ainda não descobriram esta condição.

domingo, 9 de dezembro de 2007

MENINO DE RUA


Menino que se acerca do meu carro no sinal fechado
De quem não sei o nome e a quem chamam Menino de Rua.
Da mãe só teve a barriga,
Do pai, sabe-se lá!, nem o nome,
A quem tudo foi negado.
Menino que faz a marquise de teto,
O papelão é seu colchão,
O jornal seu cobertor
E, ainda assim, sonha em ganhar
Uma bicicleta no Natal,
Um dia ser doutor.
Menino de quem me desvio na rua,
Poderia ser meu filho, de qualquer um outro.
Menino a quem desejo mal, quando assalta o meu filho,
Filho que teve todas as oportunidades,
Comida farta, bons colégios, roupa de grife.
Menino a quem olho com medo, ao invés de compaixão,
Por quem me compadeço, quando,
Confortavelmente em meu sofá,
Vejo as atrocidades que contra ti são cometidas,
Pela televisão.
Por muitos anos mantive a consciência tranqüila
Distribuindo alguns presentes no natal,
Dando um prato de comida a quem me batia à porta,
Algumas moedas a quem me parava no sinal.
É fácil ter consciência tranqüila com a barriga cheia.
Menino, poderá se chamar Roberto,
Como Roberto é o meu filho,
Renato, Paulo, Rodrigo ou João,
Por tudo que deixei de fazer vida afora,
Um dia perdoará
Minha covardia,
Minha omissão?

Autora: Kátia Corrêa De Carli
Livro: Múltiplas Faces

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

PROJETO PAPAI NOEL


Os Correios têm um projeto que visa realizar sonhos de crianças carentes e que escrevem para o Papai Noel. Então, que tal ir à agência dos Correios e adotar uma das 17 milhões de cartinhas dessas crianças e ser o "papai" ou "mamãe" Noel delas?
Tem cada pedido inacreditável!
Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó, roupa de cama ("pode ser usada") cesta básica ou material escolar.
Deixo a idéia lançada.
Para quem reside em Vitória-ES o Projeto está funcionando na unidade dos Correios que fica na Av. Leitão da Silva, nr 1873, Bairro Itararé (em frente à loja Walkymar Pneus), de 09:00 às 17:00 hs. Você tem até o dia 12 para escolher a carta (é claro que tem gente que aproveita a ocasião, mas tem muita criança necessitada) e tem até dia 18, às 17:00 horas para entregar o presente no mesmo local.
O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.
Para os demais, procure a agência dos Correios mais próxima, eles saberão informar.
Aproveite para fazer uma boa ação!


DIVULGUEM PARA CONHECIDOS.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

GARRAFAS

Cheias, sempre cheias:
de líquidos,
de beleza,
de pensamentos,
de sonhos de vir a ser...

Uma ótimo fim de semana a todos que por aqui passsarem, aos meus amigos queridos, conhecidos e ainda por conhecer, mas, com certeza selecionados pelo Pai para preencherem os espaços a minha existência.

Foto: Feira de Santelmo - Buenos Aires

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

DESCONHECIDO


Você que veio a esse mundo
Destinado a me encontrar,
Não se apresse, não se preocupe
Eu sei esperar.
Prove de todos os copos,
Sirva-se de todas as mesas,
Beije todas as bocas,
Desnude todos os corpos,
Sorva do néctar de cada seio,
Conheça cada fenda.
Viaje rumo ao desconhecido,
Navegue, mesmo contra a tormenta.
Saboreie cada momento.
Voe de encontro à lua,
Desfrute de toda a beleza,
Se entregue sem barreiras.
Dance a sinfonia do amor
Sinta cada nota,
Descubra cada tom,
Não se furte a nada,
Nem mesmo à dor.
E quando você se cansar
(A gente sempre se cansa)
Na busca da fechadura
Que se ajusta às suas chaves,
Não se inquiete, acalme-se,
Apenas remova todos os entraves,
Pois terá chegado o momento, então,
Que Deus para nós reservou
E nossos caminhos se cruzarão.
Mesmo assim, não tenha pressa,
Respire fundo, sinta seu ser
Invadido de plena felicidade.
Irei a seu encontro,
Nem que seja na eternidade.

Autora: Kátia Corrêa De Carli
Livro: Múltiplas Faces
Ilustração: Joyce Brandão

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

QUANDO...

Quando eu me for para longe
Quando os seus olhos não mais puderem alcançar-me,
Lembre-se de mim.
Quando meus olhos não mais brilharem
Pelo simples fato de fitar os seus,
Lembre-se do que fui.
Quando já puder olhar você de frente
E a dor não mais travar minha garganta ao ver você,
Lembre-se do que partilhamos.
Quando tudo tiver se esvaído
Na bruma insondável do tempo,
Lembre-se de mim, com carinho.
Quando os anos insistirem em apagar
As recordações de tudo que vivemos,
Ne música, nem retrato, nada sobrar,
Dos bons momentos que tivemos,
Apenas lembre-se de mim.
Pois assim viverei eternamente
No seu coração e na sua mente.
Porém, se ao lembrar-se,
Uma tênue névoa turvar seu olhar,
Prefiro, mil vezes, que se esqueça e que sorria
Do que, ao lembrar-se, entristecer-se

Autora: Kátia Corrêa De Carli
Livro: Múltiplas Faces

Imagem: Parco Sempione - Milão - Itália