sábado, 8 de maio de 2010
ESTOU EM CASA!
Postado por Katia De Carli às 16:38 3 comentários
Marcadores: Doença, Hospital, Notícias, Pulsoterapia, Síndrome de Sjögren, Vida
quarta-feira, 28 de abril de 2010
PORQUE EU SÓ QUERO...
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada...
Legal ficar sorrindo à toa, toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Postado por Katia De Carli às 17:52 6 comentários
Marcadores: Luciana Mello, Música, Simples Desejo
terça-feira, 20 de abril de 2010
POR AÍ...

domingo, 11 de abril de 2010
AMORES, VIDA & MÚSICA
NÃO NECESSARIAMENTE NESTA ORDEM

Sou daquele tipo de pessoa que está sempre pensando. Tudo bem, sei que todos nós pensamos incessantemente, mas sou daquelas que prestam atenção aos pensamentos (na maioria das vezes).
Esses dias estava pensando em como a doença que me acometeu (Síndrome de Sjögren + Vasculite) e que me derrubou por exatos, neste momento em que escrevo, 1 ano, 2 meses e 4 dias, mudou minha vida.
Desde pequena, como já disse uma vez, como eu não era “a mais” em nada – beleza, dinheiro, etc. – passei a estudar mais do que ninguém para ser pelo menos bem sucedida. Então, era uma disputa feroz, no primário, pelos distintivos dos três primeiros lugares da classe. Quando eu tirei meu primeiro 7,0 – já na quinta série – chorei o dia inteiro, porque aquela não era nota para mim e carreguei uma raiva danada da professora por muito tempo. A raiva passou, claro, mas a lembrança não, acho que vem daí meu trauma com Geografia. Foi nessa época que comecei a escrever meus versos, pensamentos, num velho caderno que permanecia escondido, fechado a sete chaves. Era ele meu confidente, como na música:
"Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel..."
Cresci, não muito, e embora não sendo “a mais”, era popular. Nunca ficava sem namorado! Naquela época eu cantava “e que tudo mais vá pro inferno”... e seguia adiante quando o namoro terminava.
Mas amor, amor de verdade, Amor com letra maiúscula, foram três.
O primeiro, ainda na adolescência, abandonou-me, sem mais delongas, por conta de uma fofoca. Por muito tempo fiquei a cantar:
"Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você"
Desse primeiro amor herdei o medo de amar, da entrega sem limites, de me apaixonar... Daí passei a namorar só três meses. E avisava ao pretendente, eu só namoro três meses! (rs) Raciocinem comigo: é o tempo exato de só viver coisa boa, sem se apaixonar. Assim não corria risco de sofrer. Como estava enganada!
Amei novamente, inesperadamente, e foi entrega total, amor avassalador, fora de tempo... daí, até hoje, eu canto:
"Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder..."
Meu terceiro amor foi construído na convivência, no dia a dia, sem urgências... para ele eu canto, um canto que poucos conhecem:
“Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui”
Assim a vida foi passando, as coisas acontecendo e de quando em vez eu padecia de alguma doença. Deste modo comecei a partir, aos pedaços. O primeiro foi um pequeno pedaço do seio, mas eu era tão jovem que nem cheguei a me afligir. Como é boa a ignorância!
Quando perdi o útero, depois de anos de sofrimento, eu só pensava para quê eu iria querer aquele órgão, para mim só servia para duas coisas, ter filho e câncer, filhos eu já tinha tido, câncer não iria de ter. Nessa época vivia tão atarefada que nem tinha tempo para pensar, cantar então...
Depois foram embora a tireóide, a vesícula, alguns pedaços de ossos que não deveriam ter se desenvolvido e eu ainda fazia piada, toda vez perguntava pro meu cirurgião quais pedaços ainda poderia perder sem passar para o lado de lá! Só de brincadeira cantava “Oh pedaço de mim...” e emendava com alguma bobagem acerca de órgãos humanos.
Mas a vida não é uma piada, houve um tempo tão triste, cheio de dor, que fiquei seca, estática, muda... desse nem música tem...
Voltando à doença recente, por conta dela passei quase um ano sem ir a nenhum compromisso social, as dores me impediam... Até que esses dias, já mais aliviada, resolvi ir a um aniversário! Estava marcado para as 7:30 h. Como sempre fui ultra rápida para me arrumar, era só falar vamos! em 15 minutos estava pronta! Mas para ter folga comecei a me arrumar 7 horas. Não olhei para o relógio. Como era uma reunião de mulheres eu iria só, então não tinha ninguém para me alertar. Quando cheguei à festa minha comadre falou: - Pensei até que você não vinha! Que bom que está aqui!
Foi então que descobri que eram quase 8:30 h. Ou seja, meu tempo mudou.
Foi um choque!
Busquei, então, o que mais havia mudado em mim além do inchaço do excesso de corticóide. Enchi meus filhos, marido, irmã, etc. de perguntas e eles, meio a contragosto, confessaram que minha memória mudou: não lembro mais os números de telefones que antes trazia de cor; tenho lembranças, que juro serem verdade, e que nunca existiram; minha agenda de aniversários, que trazia na memória, apagou-se; vou pegar alguma coisa e quando chego ao lugar não lembro mais o que era; tenho certeza que conheço pessoas que nunca vi (e mato meus filhos de vergonha); entre outras coisas. Disfarço o embaraço que também sinto, engulo as lágrimas e sigo em frente, com vontade de morrer... sem trilha sonora.
Agora preciso aprender a viver nesse outro compasso.
Preciso conhecer, e aceitar, minhas limitações, não só as físicas.
Preciso me re-conhecer.
E eu, que a vida inteira cantei:
“...Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque”
Estou, aos poucos, e não sem sofrimento, aprendendo a cantar:
“Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais...”
Postado por Katia De Carli às 15:07 17 comentários
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
CHICO XAVIER - CISCO DE DEUS
Em um mundo ondeMuita gente vive Longe de quem ama Um homem humilde Quis aliviar A dor da distância
E escolheu ser um carteiro E entregar cartas de amor E trazia do estrangeiro Mensagens do interior
Francisco, Um Cisco De Luz...
Tinha nome de santo E era só mais um homem Fazendo sua parte Entregando cartas como ninguém
Era homem honestoDedicado ao trabalhoNão ganhava um trocado Por cartas escritas por outro alguém
Francisco, Um Cisco De Luz... Postado por Katia De Carli às 19:06 3 comentários
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sábado, 20 de março de 2010
MAIS UMA DE AMOR...
Postado por Katia De Carli às 09:00 7 comentários
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sexta-feira, 5 de março de 2010
SOMA DE DIAS
PORQUE É MEU ANIVERSÁRIO!
Houve um tempo em que eu adorava aniversário. Minha mãe ralhava (palavra antiga, né?) comigo dizendo que eu só sabia “inventar moda”, mesmo que essa “inventação” se resumisse a K-suco de guaraná e um bolo feito em casa mesmo.
Os anos foram passando e eu continuei gostando dessas comemorações. As melhores eram as promovidas pelos colegas de serviço, tudo na maior surdina para que fosse surpresa e que nunca ficava escondido... mas eu fazia cara que não sabia de nada para não estragar a festa.
Durante alguns anos eu estacionei minha idade na casa do 32. Era uma idade bonita e o medo de envelhecer havia me pego de jeito. Fiquei tanto tempo que meu sobrinho, que nem havia nascido quando eu realmente fiz 32, aprendeu a fazer contas e roubou minha carteira de identidade para descobrir a verdade, porque ele não conseguia entender porque a mãe dele, sendo só dois anos mais velha que eu, conseguia ser tão mais velha!
Depois eu comemorei, em grande estilo, os 39... porque 40 marca muito e todo mundo comemora! rs
Mas depois daí, na verdade, tive dois aniversários felizes. Um pela companhia e o outro, de meio século, porque consegui reunir amigas de todas as fases da minha vida.
Hoje já não vejo graça em festejar minha soma de dias... Os anos correm silenciosos, como se calçassem pantufas, rindo da gente em silêncio. Um belo dia nos assustam ao olharmo-nos no espelho, ou nos acertam em cheio a memória, ou os joelhos, ou o estômago e nos cravam um punhal nas costas. A velhice nos ataca, silenciosa, dia a dia. Mas há uma época em que ela é implacável. Creio que enfrento essa época.
Olho-me no espelho e não consigo reconhecer-me. Dói-me, ainda, o corpo. Meu último aniversário foi passado no hospital.
Muitos dirão: você está viva! Quer motivo melhor para comemorar? Têm razão, reconheço... mas me falta alegria, ânimo, vontade. A soma dos meus dias se acumula com a soma das minhas tristezas dos últimos tempos. É um fardo pesado demais. Pode ser que um dia eu me livre deste peso ou me acostume com ele e volte a gostar de “inventar moda”. Mas, por enquanto, ainda prefiro a solidão, o isolamento.
Os budistas dizem que a vida é um rio, que navegamos numa balsa para o destino final. - Sobre esse tema tem uma crônica linda do meu amigo no blog Desvendando Caminhos, onde a teoria dele sobre o rio da vida é muito melhor que a minha... mas voltemos ao assunto - O rio tem sua corrente, velocidade, redemoinhos, ora estreito, ora caudaloso, pedras e outros obstáculos que não podemos controlar, mas contamos com a ajuda de um remo (um só!) para dirigir a embarcação sobre a água e no rumo certo. Da nossa habilidade depende a qualidade da viagem, mas o curso não pode ser mudado, porque o rio desemboca sempre no mar da morte.
Embora eu ainda tente segurar o sol, deleitar-me com o luar, amar e ser amada, às vezes, em sonho, eu entrevejo esse mar...
Postado por Katia De Carli às 01:25 12 comentários
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