segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

QUANDO...


Quando eu me for para longe
Quando os seus olhos não mais puderem alcançar-me,
Lembre-se de mim.
Quando meus olhos não mais brilharem
Pelo simples fato de fitar os seus,
Lembre-se do que fui.
Quando já puder olhar você de frente
E a dor não mais travar minha garganta ao ver você,
Lembre-se do que partilhamos.
Quando tudo tiver se esvaído
Na bruma insondável do tempo,
Lembre-se de mim, com carinho.
Quando os anos insistirem em apagar
As recordações de tudo que vivemos,
Nem música, nem retrato, nada sobrar
Dons bons momentos que tivemos,
Apenas lembre-se de mim.
Pois assim viverei eternamente
No seu coração e na sua mente.
Porém, se ao lembrar-se,
Uma tênue névoa turvar o seu olhar,
Prefiro, mil vezes, que se esqueça e que sorria
Do que, ao lembrar-se, entristecer-se.

Livro: Múltiplas Faces
Autora: Kátia Corrêa De Carli

3 comentários:

Gabi disse...

essa foto me lembra aquele diálogo da criança com o papai! rs

já disse que sou sua fã?
=*

Jacinta disse...

Ei Kátia,
"...prefiro, mil vezes, que se esqueça e que sorria..." Bonito isso. Tenho fé que um dia conseguirei apreender essa generosidade.

Um beijo

Jacinta

Dauri Batisti disse...

O amor desejando a felicidade do outro, mesmo que isso signifique o esquecimento de quem tem esse desejo. Nossa... isso é muito. Coisas da paixão.
Mas, ainda bem que depois de um tempo, cada um a seu modo esquece o passado.