segunda-feira, 5 de março de 2012

PORQUE É MEU ANIVERSÁRIO!


Meu primeiro aniversário! 

O tempo passa depressa demais... quando percebemos, já estamos meio "passados". Mas o que realmente importa na vida não são as batalhas que vencemos (ou perdemos), posição social, hierarquia profissional, etc. O que realmente importa foram as pessoas que estiveram conosco durante todo esse tempo. Tempos de mar calmo e tempestade. Tempos de alegrias e tristezas. Mas de muita, muita solidariedade. Por isso, só posso agradecer a Deus por vocês, amigos queridos que tornam minha vida cada dia mais digna.
Beijo carinhoso a cada um de vocês!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VIDA APÓS O NASCIMENTO?




Infelizmente, recebi sem autoria (se alguém souber, favor me informar), mas a metáfora é tão boa, que vale a pena repassar.


VIDA APÓS O NASCIMENTO?


No ventre de uma mulher grávida estavam duas criaturas conversando quando uma perguntou à outra:
Você acredita em vida após o nascimento?
A resposta foi imediata:
Certamente. Algo tem que haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
Bobagem, não há vida após o nascimento! Como seria essa vida?
Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical é o que nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: a vida após o nascimento é uma hipótese definitivamente excluída o cordão umbilical é muito curto.
Na verdade, creio que certamente haverá algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
Mas ninguém veio de lá, ninguém voltou depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. Vida que, no fim das contas, é nada mais do que uma angústia prolongada nesta absoluta escuridão.
Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas, com certeza, veremos mamãe e ela cuidará de nós.
Mamãe? Você acredita em mamãe? E onde ela supostamente estaria?
Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
Eu não acredito! Eu nunca vi mamãe alguma, o que comprova que mamãe não existe.
Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Sabe? Eu penso, então, que a vida real só nos espera e que, agora, apenas estamos nos preparando para ela.…
(Anônimo)


Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana...
(Theilard Chardin)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CORPO E LUZ

(mas poderia se chamar RESPOSTA À VANUZA)


Estava por conta do nada - como diria minha mãe - e fui parar no blog da minha querida amiga Vanuza Pantaleão. 
Vanuza é uma excelente crítica da "Sétima Arte". 
Como eu não consigo falar de uma só coisa, vale um adendo sobre "AS ARTES":
No ano de 1911, Ricciotto Canudo, intelectual italiano, propôs que o cinema fosse considerado a sétima arte, aumentando, assim, a lista anterior de Hegel (só a história dele e sua relação com a arte daria uns oito capítulos, quem tiver interesse poderá encontrar no link indexado) que relacionava as Seis Artes:
- Arquitetura
- Escultura
- Pintura
- Música
- Dança
- Poesia
Voltando - no post atual ela, Vanuza, tece comentários sobre "Stalker - O Caminhante de Tarcovsky"; como não tenho a competência da minha amiga para me aventurar por aquelas bandas, prefiro falar sobre a questão que ela levanta ao nos indagar: - Ithamara Koorax, quem se lembra? Voz possante, afinada e presença de palco avassaladoramente bela ao interpretar Se eu Quiser Falar com Deus.
Respondendo: Sim, eu me lembro. Mas a música que me marcou é outra.
O ano era 1993. A novela, Fera Ferida. A música, Corpo e Luz, na voz de Ithamara.
Eu nunca tinha ouvido falar dela e, passado tantos anos, ainda continua desconhecida por grande parte da população, o que é uma pena.
Naquele tempo a internet ainda dava os primeiros passos no Brasil, interligava Brasília e  capitais de dez estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, ou seja, os mais novos sequer poderão imaginar o que era viver assim, sem internet! 
Não tinha serviço de busca, nem download, nem cd, nem nada.
Quem quisesse ouvir uma música tinha que comprar um LP! A Wikipédia diz que Long Play (LP), conhecido como disco de vinil, "é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil." Então, quem queria ouvir música tinha que comprar um disco e ouvir através de um toca-discos (recuso-me a discorrer sobre mais antiguidades!).
Por esse motivo passei muito, muito tempo ouvindo apenas a música Corpo e Luz na voz da Ithamara Koorax. Aqui (Vitória-ES), cidade considerada fora dos grandes eixos, era impossível encontrar um disco só dela... Só consegui muito tempo depois, já na era das compras virtuais.
Assim, através de livros e revistas foi que consegui saber que tratava-se de uma música da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, numa adaptação de André Sperling e Paulo César Pinheiro.
Tomei emprestada a canção e fiz dela "a minha canção".
Quem não conhece vale a pena procurar conhecer esse universo composto por Wagner, Tristão e Isolda, Ithamara Koorax!
Deixo-os com os versos da adaptação:

Mulher que tem vida sofrida

Desfaz qualquer trama da vida
Quem sabe ser só
Depende de ninguém
E vive pras coisas que tem

Mulher que tem a alma forte
É flor de luz
Não há quem porte
Mas seu coração anseia por prazer
Quem vai nesse fogo se arder

Mulher que tem os pés na terra
Não vive em paz
E a vida é guerra
Mas sua paixão precisa saciar
Quem vai nesse corpo deitar 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ÁGUAS DE JANEIRO







Todo ano é a mesma coisa. As chuvas chegam, alagam tudo, invadem casas, desalojam pessoas, destroem o que encontram pela frente. 
Os governos decretam "Estado de Emergência" ou "Calamidade", contam-se os desabrigados, os desalojados, os mortos.
Os políticos fazem mil e uma promessas.
Governantes vão a público "anunciar" medidas para ajudar a população, sobrevoam as áreas inundadas, aparecem nos "jornais nacionais" do país.
A população ajuda com donativos - alimentos, água, roupa, calçado, etc.
Em março acabam as chuvas, os mortos já estão enterrados, as aulas começam... e ...
E? 
Não acontece nada!
Já não é mais notícia.
Até o próximo ano.
E não adianta culpar os céus (ou São Pedro) pela quantidade de chuva, é a Lei do Retorno, ou Causa e Efeito. 
É a natureza respondendo à ação humana.
Até quando???

sábado, 31 de dezembro de 2011

OBRIGADA, ANO VELHO!



Muitas vezes, quando chegamos ao final de um ano, cantamos: Adeus ano velho, feliz ano novo...
Desta vez recuso-me a dizer adeus ano velho, prefiro, mil vezes, dizer: Obrigada! Obrigada ano velho!
2011 foi um ano inesquecível.
Quando a gente passa por momentos de aflição, de risco de vida, algum trauma... é impossível sair da situação sem que algo mude em nossa vida.
Então, nesse ano que se finda, quero fazer um balanço das coisas maravilhosas que 2011 me proporcionou:
- Retomei (ainda que de forma lenta) as rédeas da minha vida. A dor não mais me imobiliza;
- Voltei a dirigir (Viva eu!!!!);
- Venci o medo de sair sozinha;
- Aprendi a valorizar as pequenas coisas, como o raio de sol que me aquece e a chuva que me molha, estou viva e não sou feita de açúcar;
- Voltei a viajar;
- Não tenho mais a pretensão de ser perfeita;
- Não tenho mais o medo de parecer ridícula;
- Ganhei novos amigos, sem nunca me descuidar dos antigos. A amizade é para ser cultivada.
- Amo, hoje, muito mais que ontem. Amo a vida, a mim mesma, ao próximo, a natureza... amo!!!
Então... não, não vou dizer adeus a 2011, vou carregá-lo comigo como dádiva Divina...
E que venha 2012, com muita saúde e amor (o resto a gente aprende com o tempo que é só resto).
Obrigada meus amigos, presentes e ausentes, conhecidos e ainda por conhecer, por estarem comigo em todos os momentos, por fazerem da minha vida uma vida mais valiosa, por me aturarem... obrigada!
Ah! E a neve? Tem gosto sim... só não sei dizer qual é! Acho que preciso voltar a comer, sem medo de parecer louca ou ridícula!
Um grande beijo a todos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

VITÓRIA, DO ESPÍRITO SANTO



Prometi, no post passado, contar um pouquinho da "minha" cidade: Vitória.
Muitos perguntam: na Bahia? Por isso quando apresento-a, sempre falo, Vitória do Espírito Santo, com muito orgulho.
Por isso resolvi transcrever parte da apresentação do meu livro "Vitória, a cidade que (não) conhecemos" para que vocês se situassem no "meu universo" porque, nas próximas semanas, irei apresentar-lhes alguns pontos da Cidade Presépio:

“Por que teriam apelidado a nossa capital de cidade presépio? Pelo seu tamanho? Pela sua apresentação completa, em que há pedaços de oceano maravilhosos, montanhas encantadoras e casas pequeninas trepando pelas encostas? Ou porque, na sua formação tudo se aglomera, acotovela, espremidamente, entre um braço de mar e contrafortes altivos, dando, de fato, a idéia de um presépio armado por mãos caprichosas? Na pequena ilha de Vitória há trechos de todos os tipos. Uns caracteristicamente modernos, onde se erguem prédios ousados, trazendo-nos em miniatura, lembranças de cidades americanas, cheias de edifícios gigantescos. Há trechos, também, evocando o nosso passado de terra colonizada por gente lusa vinda do velho Portugal.
Apenas nós, assoberbados por preocupações e afazeres, não temos tempo ou paciência suficientes para observar com olhos calmos e prazerosos, as belezas que as nossas ruas oferecem.”

 Jornal A Gazeta, edição de 29 de janeiro de 1950

APRESENTAÇÃO

Por que escrever sobre Vitória?
Principalmente, por que escrever sobre lugares que as pessoas mal conhecem?
Se tantos escritores já descreveram, e bem, as maravilhas dessa cidade, por que, então, fazê-lo?
Eu respondo: é para realizar um antigo sonho.
Há muitos anos, desde que aqui cheguei, não me canso de admirar a beleza das paisagens, dos monumentos, das construções. E, mesmo com todas as transformações pelas quais passou, para mim não existe, no mundo, cidade mais bonita.
O grande problema é que ou por força da modernidade ou do avanço da tecnologia ou das descobertas científicas, as pessoas de hoje são treinadas a olhar sempre em frente. Ideais? Lá na frente... O futuro? Siga em frente... Sucesso? Está logo ali, na frente... e com isso esqueceram de olhar para os lados, para cima... Tudo vêem, mas nada enxergam. Não conseguem enxergar por além das aparências, não têm tempo para descobrir as histórias escondidas atrás de cada monumento, cada construção e com isso perdem o que de mais belo existe no mundo: a beleza da natureza, a magia dos lugares... a dádiva de se morar em Vitória.
Foi por pensar assim que para meu projeto de conclusão do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, resolvi fazer um livro sobre alguns pontos de Vitória que normalmente não fazem parte do roteiro turístico (excetuando Camburi, que é um caso de amor à parte). A partir da hipótese de que os moradores da cidade de Vitória não conhecem, não reparam, não observam os lugares, monumentos, paisagens e construções da cidade em que vivemos, bem como desconhecem sua história, busquei validar o trabalho realizando uma pesquisa junto aos estudantes da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Através dessa pesquisa pude constatar que a grande maioria dos moradores de Vitória não conhecem a nossa cidade.
O resgate histórico, o registro fotográfico e minha visão acerca desses pontos seriam o meu presente à cidade que tão bem me acolheu e uma forma de perpetuar parte da história desta cidade.
Se eu conseguir, com esse livro, mostrar quão bonita, abençoada e mágica é nossa cidade e com isso tocar o coração de uma pessoa que seja, então todo o trabalho terá valido a pena.
        Apresento-lhes: Vitória !

                         Kátia Corrêa De Carli


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é Natal...



Hoje pela manhã, ao sair para alguns afazeres, deparei-me com dezenas (juro! não é exagero!) de funcionários da limpeza pública a cortar matos e ervas dos canteiros, a pintar de cal os postes e meios-fios, a varrer todas as ruas e avenidas... Então me pergunto: onde estiveram durante todo o ano em que nossos canteiros não receberam cuidados, nossas ruas se mantiveram sujas, nossa cidade abandonada?

Vi um senhor a doar alguns pacotes às crianças no semáforo. Onde esteve esse senhor durante o ano? Ajudou em alguma creche? Contribuiu de alguma forma para que essas crianças não estivessem, hoje, na rua?

Vi muitas pessoas a entrar e sair de lojas carregadas de embrulhos de presentes. Com certeza para presentear parentes e amigos... E durante o ano? Lembraram-se de dar um telefonema? Um abraço? Foram presentes?

Vi uma senhora (muito chique, por sinal) a comprar caixas de bombons e dizer para a funcionária que a atendia que eram para os porteiros e funcionários do seu edifício. Será que essa senhora lembra, todos os dias, de dar bom dia a esses mesmos funcionários? Será que tem um pouquinho de tempo para apenas perguntar se está tudo bem? Será?

Vi a minha cidade (Vitória - ES) conhecida nos meios literários como Cidade Presépio (toda uma história que um dia ainda contarei aqui) enfeitada para o Natal de acordo com o poder aquisitivo dos moradores dos bairros. Bairros mais humildes as praças parecem que foram enfeitadas para o carnaval (talvez tenham feito um contrato do tipo "2 X 1") com profusão de lâmpadas fluorescentes das mais diversas tonalidades, verdes, amarelas, vermelhas roxas, etc. Nos postes, Papais Noéis estilizados parecendo Saci Pererê (uma só perna). Porém nos bairros de classe alta, há árvores envolvidas em luz, lágrimas luminosas a cair de seus galhos... Natal da igualdade... Será?

Por isso e mais uma porção de coisas esse ano não vou deixar nenhuma mensagem de Natal.

Mas encontrei resposta para algumas perguntas... as pessoas ainda mudam no Natal! Quiçá um dia chegará que viveremos como se fosse Natal todos os dias do ano, pois cada dia a mais é uma dádiva de Deus.

Então... é Natal!

(Sim, a foto não tem nada a ver com Natal, mas tem a ver com amizade, com esperança, com certeza de que ainda temos muito caminho pela frente... não porque é Natal, mas porque ainda acredito que o mais importante e a quantidade de amor no coração)