domingo, 14 de outubro de 2007

REGRESSO


De perto ninguém é normal – tanta gente já usou esta frase, de Cazuza a Caetano Veloso, passando por Tolstói (substituindo ninguém por família o que a meu ver dá no mesmo - rs) que acho que posso dela apropriar-me sem ter que pagar direitos autorais.
Esta citação não é para referir-me aos povos dos lugares que visitei... foi a mais cruel constatação que fiz de mim mesma. Definitivamente, decididamente: Acho que eu não sou normal nem de perto, nem de longe!
Primeiro que as pessoas ficam morrendo de vontade de comer arroz com feijão, bife acebolado, churrasco, etc ... tudo bem, gosto de tudo isto, mas nem ligo se não comer. Por isso torço por viver até o dia em que venderão pílulas de comida (coisa antiga de astronauta) daí você sente o sabor que quiser, no lugar que quiser e pronto. Ninguém morre. Se não tem bife, como frango. Se não tem arroz com feijão, como macarrão, ou batata, ou pizza, ou McDonald’s e vamos em frente porque nem tudo na vida é para o estômago, há alimentos muito mais importantes, aqueles que sustentam a alma.
Segundo que gostaria que as pessoas tivessem mais sensibilidade para obras de arte, história, monumentos e nem sempre é assim. Tudo bem, uns preferem visitar a Capela Sistina e outros tomar “birra” (chopp) no bar em frente. É uma questão de escolha. E eu não vou mudar as pessoas nem o mundo (grande descoberta!).
Terceiro (e a pior parte) depois de alguns dias todos morrem de saudade de casa... e eu não! É claro que sinto saudade dos meus filhos, família, amigos, pessoas que amo, não sou tão desnaturada assim... mas saudade de casa? Da minha cama? Do meu banheiro? Tenha dó! Tem coisa melhor que não saber nem se importar com quem vai lavar os pratos, quem vai arrumar a cama, limpar o chão? Sair de manhã, bater perna o dia inteiro, voltar e encontrar tudo limpinho... quer coisa melhor?
É, eu não sou normal...
Mas tirando esta constatação (que não foi nenhuma surpresa, eu já desconfiava há tempos) a viagem foi maravilhosa. Conheci lugares fantásticos, voltei com mais de 1600 imagens na máquina (que levarei todo o tempo até a próxima viagem para catalogar, escolher, organizar, etc.) e o mais importante: Tudo o que vi e guardei no coração.
Saudades de todos? Sim, eu tive... mas lá também tinha computador, só que eu não tinha tempo...
Agora estou de volta! E já pensando para onde vou na próxima viagem...
Mais anormal do que antes.
Feliz é o caracol que carrega sua casa nas costas e nunca precisa voltar ao ponto de partida...
Breve compartilharei algumas impressões... um beijo cheio de luz a todos.

3 comentários:

Kátia disse...

Seja bem vinda, querida amiga.
Quer saber? Sinto falta das coisas normais que as pessoas sentem, não. Então, constato que tbém sou anormal, rssss
Estou doida pra ver suas fotos e ouvir suas histórias...
Eu sou td cerâmica, ou seja, estou literalmente com a mão "na massa" (ou no barro, como queira). Estou amando. Temos muito que conversar, com certeza.
Por enqto, bjos.

Gabi disse...

Voltou! Aeeeee!
Pra mim o mais divertido da sua viagem foram os meus presentes! hahahaha
Brincadeira! Achei legal que vc finalmente descobriu pq era tão difícil ligar pra casa! =P
Beijos!!!

CiganaVioleta disse...

Êta que esta mulher é porreta!!kkk

trata logo d eorganizar tudo que quero ver que andou descobrindo para nos mostrar..

Beijocas!