segunda-feira, 30 de junho de 2008

FLORBELA ESPANCA II


A MINHA DOR
(À você)

A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ...
(Extraído do "Livro de Mágoas" - soneto e imagem de domínio público)
Caros Amigos e Visitantes

Desculpem-me a ausência em seus espaços... aqueles que me acompanham mais amiúde já sabem ... final de mês... fechamento de informativo... muito trabalho, pouco tempo! (rs)

Prometo visitar-lhes em breve,

Beijos e luz

Kátia

3 comentários:

Dauri Batisti disse...

Lindo este post. Bom trabalho. Muita paz.

Poeta Mauro Rocha disse...

É uma poetisa e tanto, que sofreu muito e escreveu sua dor.


MAURO ROCHA

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Não venho mais ao seu blog: vejo a Florbela e choro, pois nunca vi simbiose tão perfeita. Obrigada por todo o seu carinho. amiga.
Fiz um post para o nosso vampiro o "Ravnos", que tanto me pediu, sobre Cidadão Kane. Apareça por lá:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um beijo,